domingo , 17 dezembro 2017
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Pinotti vai embora do São Paulo. Gustavo Bueno fica na Ponte Preta. Quem está certo?

Marcelo Pinotti pediu demissão do cargo de diretor de futebol do São Paulo. Ficou inconformado pelo fato do presidente são paulino ter conduzido sem sua autorização uma negociação para vender Lucas Pratto ao Cruzeiro. Carlos Augusto Barros e Silva não teve pudor em conversar com o gerente de futebol do time mineiro, Marcelo Dijan. Pinotti não aguentou a falta de consideração e pediu o boné.

Olhe para esse fato e perceba como as coisas foram conduzidas de maneira torta na Ponte Preta. Já checada por diversas fontes, o presidente Vanderlei Pereira e o gerente de futebol Gustavo Bueno tiveram um episódio similar.

Nos preparativos para o Campeonato Brasileiro, o gerente de futebol pontepretano não queria a contratação do armador Xuxa, do Mirassol. Não vislumbrava possibilidade de encaixe no seu estilo ao trabalho de Gilson Kleina.

Pouco importa. Vanderlei Pereira desprezou o conhecimento técnico do subordinado e impôs goela abaixo a contratação. Sem direito a contestação. O resultado todos vimos no gramado: uma tragédia.

Pense por um instante e tente entender o que leva um dirigente como Gustavo Bueno se submeter a uma situação dessas. Um camarada afável, educado e com elevação de sua credibilidade no mercado da bola ao levar a Ponte Preta ao ato final do Campeonato Paulista. Em conjuntura normal, Gustavo Bueno viraria as costas, entregaria a carta de demissão e esperaria pela próxima proposta de trabalho fora de Campinas.

Nada disso. Gustavo Bueno engoliu o sapo e hoje é o principal Cristo da torcida após o rebaixamento. Enquanto isso, Vanderlei Pereira e Sérgio Carnielli fingem que não tem qualquer responsabilidade. Sintomas? Até agora não deram nenhuma entrevista coletiva sobre o tema.

Será que o ideal para Gustavo Bueno não seria ter feito o que fez Pinotti e largar a Ponte Preta em nome do amor próprio e da dignidade? Vale a pena ficar mais um ano para reconstruir o clube diante da rejeição da torcida? Mais: do que adianta esforçar-se e lutar pela volta à divisão de elite sendo que na primeira dificuldade na próxima temporada Gustavo Bueno ficará sozinho e jogado aos leões pela atual diretoria executiva?

A história do Pinotti e o sofrimento vivido por Gustavo Bueno nos bastidores são demonstrações cabais de que o problema de gestão na Macaca não é somente falta de conhecimento, e sim de amor próprio por parte de alguns. Não vale a pena sacrificar-se por dinheiro nenhum e sequer pelo time do coração. Gustavo Bueno por via indireta recebeu a dica de Pinotti: repense sua decisão. Antes que seja tarde.

(análise de Elias Aredes Júnior)

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2 Comentários

  1. O buraco é mais embaixo da AAPP. GB é o menor dos problemas. Há interesses escusos.

  2. A dica mais valiosa dada pelo informante dos jornalistas que desvendaram o caso Watergate foi “siga o dinheiro”. A diferença entre Bueno e Pinotti é brutal. O saopaulino é multimilionário, pois é dono da Natura, com seu dinheiro bancou a candidatura do presidente Leco, comprou jogadores e arrendou cargo de diretor de futebol distribuindo mensalinhos para conselheiros. Mas bem sabemos que o lobo perde o pelo, mas não perde a índole e é claro que na presidência Leco manteria os hábitos dos tempos em que era diretor de futebol que é dividir comissões de negociações com empresários de jogadores e Pinotti não faz parte do bolo. Pinotti descobriu as traições, não só com o jogador Lucas Pratto, mas também com o goleiro Jean que atuava no Bahia. Aí o amor acabou…. Já Bueno é um mero acólito do reizinho.

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