Análise Ponte Preta: Camilo e a validade da seriedade, postura, dedicação e entrega no gramado

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O que queremos de qualquer jogador?

Garra, dedicação,luta, talento, habilidade, gols.

Resultados relevantes.

Quem consegue atender a todos esses requisitos entra para a história. Nunca sai da mente do torcedor. Outros pecam em determinados momentos, vacilam e são esquecidos. Já outros por vezes são lembrados por requisitos subjetivos.

Camilo é o camisa 10 da Ponte Preta. Não seria hipócrita de descrever um desempenho acima da média ou de encher os olhos em toda a sua passagem.

Se levarmos em conta o que fez o ex-atleta de Chapecoense, Botafogo e Mirassol, ele está muito longe do que fez Renato Cajá.

Agora existe uma qualidade de Camilo que é difícil de se verificar na atualidade: respeito a camisa e a instituição Associação Atlética Ponte Preta.

A cada 90 minutos, Camilo se entrega de corpo e alma. Corre. Batalha. Dá carrinho. Incentiva seus companheiros. Participa intensamente.

No jogo contra o Santos, deu o passe para um dos gols de João Veras e vibrou. Uma vibração solitária, mas de satisfação por colaborar em um processo coletivo.

No sufoco vivido em São Caetano, tanto no gol anulado como no pênalti convertido, Camilo teve a expressão de uma criança que acaba de fazer um gol de chinelo e no meio da rua. Comovente. Uma postura que compensa até falhas e rendimentos aquém do que se espera no gramado.

Você pode alegar que ele faz a função dele.

Concordo.

Mas é transmitido algo diferente quando percebe-se que a pessoa gosta de encontrar-se ali. Quer ficar ali. E faz de tudo para que todos estejam na sintonia. No futebol mercantilista da atualidade contar com atletas do perfil de Camilo é uma dádiva. (Elias Aredes Junior)