Jeh e as novas tarefas de Brigatti na Ponte Preta

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João Brigatti tem uma batata quente nas mãos. Precisa motivar o centroavante Jeh, fazê-lo deixar em segundo plano a proposta encaminhada pelo Santos e se movimentar para que esta situação não traga problemas ao elenco.

Na entrevista coletiva concedida após o jogo, o técnico conduziu a análise sobre Jeh de maneira correta e ponderada: “A Ponte precisa do Jeh. E ele precisa da Ponte também. Ele não iria jogar contra o Goiás, só entrou por conta da febre do Gabriel Novaes. E bom deixar claro que ele não estava na relação de batedores. Ele quis bater. A gente até entende isso. Ele não sairia por isso e conversaríamos no intervalo. O que chamou a atenção foi o ato seguinte, um descontrole com o cartão amarelo, e aí poderia ser expulso. Chamei depois e conversamos. Mas não veio hoje por uma tendinite no joelho. Mas pode ter certeza que contamos com ele, e peço à torcida que tenha carinho com ele, pois o Jeh ainda será muito útil ao time da Ponte”, disse o técnico.

É na parte final que se encontra o enrosco. A torcida considera que Jeh foi ingrato. Não valorizou o clube que lhe revelou ao futebol brasileiro. Nem adianta ponderar de que o atleta é humano, suscetível as ofertas do mercado da bola. Para a torcida, ele cometeu um deslize e pronto.

Simultaneamente, Gabriel Novaes reaparece, marca gols e deixa a impressão de que Jeh não é tão necessário quanto antigamente. Mas é. A Série B tem oponente de diversas características. O que é positivo hoje pode ser inútil.

Jeh terá que escalar a montanha. E João Brigatti terá que fazer malabarismo. Que tenha êxito.

(Elias Aredes Junior- foto de Marcos Ribolli-Pontepress)