Arthur Rezende admite influência de Carpini para o seu retorno. Isso é bom ou ruim para o Guarani?

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Muitas vezes as entrevistas coletivas são enfadonhas e dificilmente apresentam novidades. Não por culpa dos repórteres e talvez nem dos atletas e sim pela própria dinâmica da metodologia.

Pois a apresentação oficial de Arthur Rezende na tarde de hoje no estádio Brinco de Ouro foi  útil. Serviu para atestar que o Alviverde está preso umbilicalmente ao técnico Thiago Carpini. Ele se transformou no principal chamariz para a obtenção de reforços.

Exagero? Basta verificar o que disse o próprio jogador sobre a influência do comandante bugrino em sua recontratação. “O Carpini tem uma parcela muito grande nessa escolha, com certeza. No ano passado, a gente viveu momentos muito bons aqui no Guarani, ele sabe a forma que gosto de jogar, eu sei a forma que os times dele jogam. Não só como treinador, mas como pessoa também. Sei do caráter, sei da índole e do profissionalismo que tem o Carpini”, disse o jogador.

Seria loucura ignorar a papel da instituição neste retorno. Se pegou o avião de Salvador para Campinas foi porque se sente integrado ao dia a dia do clube. Mas o aspecto pessoal pesou. E neste roteiro, o técnico bugrino é protagonista.

Tem um lado positivo e negativo. Enquanto estiver no Brinco de Ouro, a presença de Carpini transmite credibilidade e estabilidade no trabalho. Os jogadores podem até aceitar eventuais atrasos de salários em nome de uma forma de jogar e em um clube em crescimento esportivo no gramado.

E quando Carpini sair? O que será feito? O Guarani perderá o encanto? Quem terá argumentação suficiente para convencer profissionais a esquecer as debilidades na infra-estrutura e abraçar um projeto de superação contra tudo e todos? O Guarani deve celebrar a influência de Carpini. Mas deve batalhar para construir um cenário em que não dependa mais de pessoas e sim daquilo que tem a oferecer.

(Elias Aredes Junior- foto de André Albuquerque-Guarani F.C)