Bruno Silva no Guarani e uma frase batida e verdadeira: nada como um dia após o outro

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Nenhum conceito é definitivo no futebol. Nas rodadas iniciais da Série B do Campeonato Brasileiro, o torcedor do Guarani institui o decreto: era proibido escalar o zagueiro Bruno Silva. Autor de diversas falhas contra CSA e Cruzeiro, o atleta foi retirado por Thiago Carpini  e parecia carta fora do baralho.

Felipe Conceição assumiu o posto e decidiu ir na contramão. Escalou o atleta. Em posição em diferente. Um volante a frente dos zagueiros e responsável pela saída de bola. Deu certo. Aquele Guarani responsável por chutões e ligações diretas sumiu quase que completo. Sai com bola no chão. Fica ainda sob o risco de ficar pressionado caso encontre um oponente que exerça uma forte marcação sobre pressão e tente ficar mais próximo do gol.

A diferença é gritante. Sem contar que ao substituir Deivid na cabeça de área, Bruno Silva melhorou a estatura da equipe, pois com 1,83 é um ativo precioso na defesa e no ataque.

Fica uma lição para todos nós, cronistas esportivos e torcedores: o treinador sempre tem mais conhecimento e informação para tomar suas decisões do que nós, que estamos no lado externo. É o técnico que lida com os atletas no dia a dia, conhece seus dramas, pontos fortes e estado psicológico.

Bruno Silva encontrou-se na posição de volante. Agora, pare e pense por um instante: e se o Conselho de Administração e o direção de futebol obedecesse a vontade da imprensa (inclusive deste que vos escreve) e da torcida e fizesse a rescisão de contrato de Bruno Silva. Será que a reposição no elenco seria a altura?

Precisamos aprender a entender o futebol, o seu tempo e maturação para o jogador apresentar melhoria. E compreender os testes que são feitos. E o principal: aprendemos de maneira constante. E a reviravolta de Bruno Silva é um belo aprendizado.

(Elias Aredes Junior- foto de Arquivo-Guaranipress)