Crise permanente ou orçamento estourado: o Guarani está condenado a fazer uma escolha comprometedora até o final da temporada

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Apesar do fracasso na negociação com Umberto Louzer, eu digo sem medo de errar que o Guarani está condenado a trazer um técnico de ponta ou de renome para sequência da Série B do Campeonato Brasileiro. Em resumo: gastar mais e colocar o orçamento sob risco.

O raciocínio é tão simplório que nem deveria ser descrito. Mas reforçar alguns argumentos são válidos.

Trazer um técnico de renome não será apenas a oportunidade de alavancar uma campanha capenga na Série B do Campeonato Brasileiro. É a chance de ouro enviada pelo destino para blindar o presidente Ricardo Moisés e o Superintendente Executivo de Futebol, Michel Alves, de maiores solavancos.

Evidente que quando o comandante for apresentado, automaticamente toda a atenção da imprensa e da torcida ficará sob o trabalho do novo condutor da prancheta. Será colocado no limbo do esquecimento os dirigentes remunerados como os estatutários. Será uma “blindagem” quase que natural. Não poderia existir notícia melhor.

E se surgir um técnico de capacidade mediana ou revelação? Simples: a crise permanecerá. Os torcedores ficarão revoltados porque o Guarani não conseguirá subir de patamar e a paciência com o novo técnico ficará próxima de zero. Tal processo só será estancado com uma sequência vertiginosa de vitórias. Caso contrário, o que é apreensão pode virar desespero.

Ou seja, o Guarani está condenado de qualquer forma. Ou por contratar alguém de ponta para blindar os dirigentes mas com gasto maior ou por esticar uma crise que gera preocupação nos corredores do Brinco.

(Elias Aredes Junior com foto de Thomaz Marostegan-Guarani F.C)