Desgaste físico: o fantasma que assombra a Ponte Preta. E o preparador físico não tem culpa nenhuma!

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O lado positivo da gestão de Fábio Moreno como treinador da Ponte Preta é que ele não se furta a discutir assuntos espinhosos e traz visões interessantes. Exemplo: a Macaca teve uma queda de rendimento físico no segundo tempo. Tanto que o volume de jogo do Guarani foi aguçado após o gol de empate.

Não existia técnica por parte do Alviverde, mas sim uma imposição física por parte dos atletas. Em contrapartida, Moreno admitiu o desgaste tanto do lateral direito Apodi como do camisa 10 Camilo. E existiu consciência de que pagaria o preço pela alternativa escolhida. “O time sentiu um pouco a parte física, mas não foi nenhum problema físico em si. Foi a estratégia que nós adotamos, e a responsabilidade disso é minha. Então a gente sabia que ia sofrer, ter que correr dobrado. Sabia que o Guarani fazia movimentações que propiciam os espaços, tem que cobrir os espaço”, disse o técnico. Sincero e sem enrolação. Muito bom.

Penso que ele só deveria aprofundar o tema em oportunidades posteriores. Especialmente porque é algo recorrente. E detalhe: não há aqui critica alguma ao trabalho de Juvenilson Souza. Pelo contrário. Sem ele, o quadro seria pior.

O que pouca gente se dá conta é que o perfil das contratações da Macaca ajudou neste cenário. Apodi (34 anos), Camilo (34 anos), Luizão (34 anos)  foram contratados e estiveram na espinha dorsal do time que atuou no dérbi. Pode parecer pouco contar com três titulares em 11. Mas no futebol do século 21, o desgaste tremendo e os cenários precisam ser pensados por quem contrata.

Agora, o que se deve fazer é redução de danos. E que o fôlego dure até o final.

(Elias Aredes Junior com foto de Álvaro Junior-Ponte Press)