Sobre atrasos de pagamento na Ponte Preta e a lição: o clube precisa aprender a andar com as próprias pernas. Sem depender de ninguém

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Na entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, o executivo de futebol da Ponte Preta adotou a postura que se esperava: papo reto. Falou a verdade. Admitiu a veracidade da reportagem publicada no portal Globo Esporte.com, de autoria de Heitor Esmeriz e Gustavo Biano e que relata sobre o atraso no pagamento de algumas pendências na Macaca.

Estão atrasados três meses de direito de imagem; na questão do corte de 25% dos direitos de imagem durante a paralisação, foi feito um acordo de pagamento do valor em 10 parcelas. A promessa era de depositar duas na data do dérbi, mas apenas uma caiu no dia seguinte (quarta-feira). Ou seja, restam nove parcelas. A diretoria ainda não quitou premiações por vitórias ou bichos, além do décimo terceiro salário e férias dos funcionários.

Em conversa com jogadores na manhã desta quinta-feira, a promessa da diretoria foi de que tudo seria acordado no menor espaço de tempo possível. Mas não foi feita nenhuma promessa.

Evidente que este atraso financeiro é mais um fracasso para a gestão de Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho. Deveria ter freado a volúpia do do departamento de futebol para impedir uma folha de pagamento que deixasse o clube em quadro delicado.

O quebra cabeça não é tão simples como parece. A reportagem do Só Dérbi apurou que um dos motivos para a adoção de uma folha de pagamento elevada em 2020 foi de que foi encaminhada uma promessa por parte de apoiadores da atual gestão e participantes no colegiado de futebol de que existiria ajuda para quitação da folha de pagamento, promessa quebrada na sequência, e que se juntou com a queda na receita provocada pelo Coronavírus. Foi a tempestade perfeita.

Qual a saída? Provavelmente o aquilo que foi feito em anos anteriores, que foi a requisição de antecipação da cota de televisão referente a participação no Campeonato Paulista.

Moral da história: a Ponte Preta precisa aprender a andar com as próprias pernas.

Dentro do seu limite. Sem depender da benevolência de quem quer que seja.

(Elias Aredes Junior)