sábado , 15 dezembro 2018
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É correto o futebol campineiro virar correia de transmissão do Corinthians?

Queremos o melhor ao futebol campineiro. Vitorias, conquistas e afirmação no mercado nacional. Loucura pensar em alcançar o grupo dos 12 gigantes e na atualidade até mesmo o Atlético-PR, proprietário de estrutura impecável. Mas deveríamos exigir capacidade de gestão, capitalização para crescimento constante e montagem de uma categoria de base forte. Só não considero saudável ficar a reboque de qualquer time grande, a espera de uma sobra.

Sejamos claros: Ponte Preta e Guarani se transformaram em correia de transmissão do Corinthians. Bebem da fonte tanto na negociação de jogadores como na obtenção de mão de obra qualificada. Nada contra, se isso não fosse algo sistemático, corriqueiro e monopolizado.

Vira e mexe, a Macaca empresta atletas do Corinthians ou negocia, como no caso de André Luiz, artilheiro da Série B com 11 gols. O Guarani, por sua vez, para contratar Osmar Loss e sua equipe precisou ir até São Paulo para pedir “benção” ao presidente Andréz Sanches. Detalhe: tudo leva a crer que a liberação foi obtida por Lucas Andrino e Roberto Graziano.

Interessante é observar que ao mesmo tempo tal proximidade é exaltada, há um distanciamento ou negociações esporádicas com Palmeiras, São Paulo e Santos, que contratou Felipe Cardoso, um ponto fora da curva.

A variação seria necessária nem tanto para sair de uma dependência corinthiana, mas para alargar a rede de relacionamentos, conversar com novos personagens do futebol e adquirir experiência. Exemplo prático: o Palmeiras disputa títulos nas divisões menores enquanto o São Paulo tem no Centro de Treinamento de Cotia uma fábrica de craques e o Santos ainda é a mina de ouro do futebol brasileiros. Bugrinos e pontepretanos não tem nada a aprender com essa turma? Acredito que sim.

Não é caso de romper com o Corinthians. Jamais. A relação já trouxe benefícios para os dois times. Mas é preciso entender que a vida vai além do Parque São Jorge e do Centro de Treinamento Joaquim Grava.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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