Eberlin no Macacast: uma entrevista para colocar a história no seu devido lugar. Por Marcos Garcia Costa

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Ouvindo a entrevista concedida por Marco Erbelin em 20/06 pp. ao Macacast e publicada em sua íntegra pela coluna de “Soderbi”, verifiquei tratar-se de uma explanação, sobre a sua permanência no quadro diretivo da AA Ponte Preta, durante 10 anos (1996-2006) e que a mesma, além da necessidade do conhecimento público que se fazia necessário, desde sua saída do quadro diretivo, contemplou a coletividade pontepretana, dando conhecimento de fatos desconhecidos e de verdades nunca colocadas, para o devido conhecimento de sua massa torcedora.

Sentimos Eberlin sereno, livre de revanchismo e cônscio de ter realizado um grande trabalho na Ponte Preta e que, infelizmente, não foi dado continuidade, com a devida responsabilidade e necessidade que o clube merecia, naquele estágio que atravessava no cenário do futebol nacional.

Desnudo de qualquer interesse pessoal, mas preocupado com o futuro da Ponte Preta, Eberlin fez uma explanação clara e sem rodeios do tempo em que lá esteve, não só dirigindo o Departamento de Futebol Profissional, mas carregando, praticamente, de forma solitária o pesado fardo de grandes problemas, que se acumularam no clube, inclusive, fazendo às vezes de Presidente, já que o mesmo em determinado tempo, se ausentou do clube para cuidar de seus interesses pessoais.

Muito se pode extrair dessa entrevista, em que mostra ao ouvinte mais atento, que a Ponte Preta, provavelmente, tenha tido o beneplácito dos anjos celestiais em contar com Marco Eberlin durante bom tempo como coringa da Diretoria, cobrindo os vários setores, principalmente, os mais vitais do clube, evitando assim o inimaginável pelo torcedor pontepretano.

Para melhorar o entendimento do leitor, elencamos um resumo do trabalho de Marco Eberlin, durante os 10 anos que atuou como Diretor da Ponte Preta:

  • 1996 – Assumiu como Diretor de Futebol Amador.
  • 1997 – Assumiu como Diretor de Futebol Profissional, acumulando este Departamento com o Departamento Amador. Quando assumiu o Departamento de Futebol Profissional, faltavam 5 jogos para o encerramento do Campeonato Paulista – Série A2 e necessitava ganhar 4 jogos. Ganhou os 5 jogos, evitando o rebaixamento do clube para a Série A3.
  • 1999 – 2006 – Foi Vice- Presidente da Diretoria Executiva, Diretor de Futebol Profissional e Diretor de Futebol Amador.
  • 1997 – Vice Campeão Brasileiro de Futebol – Série B, obtendo assim a ascensão a Série A.
  • 1998 – Vice Campeão da Taça São Paulo de Futebol Infantil.
  • 1999 – O Conselho Deliberativo da Ponte Preta concedeu-lhe o Título de Sócio Benemérito.

Vice Campeão Paulista de Futebol Profissional da Série A2, ascendendo à série A1 do referido campeonato.

  • 1999, 2000 e 2001 – Classificou o time de Futebol Profissional para os “Play off” do Campeonato Brasileiro de Futebol Série A.
  • 2000 – Campeão do interior paulista do Campeonato Estadual.

Esse título rendeu a Ponte Preta o prêmio de R$250.000,00 e o troféu Lanu, Rei do Interior.

  • 2001 – Terceiro colocado no Campeonato Paulista de Futebol – Série A1.

Terceiro colocado da Copa do Brasil em memorável campanha.

Voltou a ser Campeão do interior paulista, pelo Campeonato Estadual de Futebol.

Eleito pelo Sindicato dos treinadores de futebol “O Melhor Diretor de Futebol Profissional”.

  • 2004 – Realizou a melhor campanha por pontos corridos do campeonato brasileiro de futebol – Série A, terminando o primeiro turno do referido campeonato em 1° lugar, empatado com o Santos FC.
  • 2005 – Recebeu o Título de Grande Benemérito, concedido pelo Conselho Deliberativo por ter as funções já descritas em 2001. Este Título foi de aprovação da Diretoria Executiva e solicitação da Torcida Jovem e demais torcida organizada da época.

 

Como Diretor de Futebol, ascendeu a série A1 do Campeonato Paulista e série A do Campeonato Brasileiro e durante os 10 anos que esteve como Diretor, a equipe Profissional de Futebol, permaneceu nas referidas divisões de elite, por todo o tempo em que esteve à frente do Futebol.

Em 2001, teve 2 jogadores profissionais, Washington e Mineiro, convocados para jogar na Seleção Brasileira de Futebol. Diga-se de passagem, que esta foi a 2ª vez na história da Ponte Preta, que teve jogadores convocados para a Seleção principal do Brasil.

Em 2003, o Presidente da Diretoria Executiva ausentou-se do Clube, por motivos pessoais, deixando-o a própria sorte. Em tal situação, na condição de Vice-Presidente da Diretoria Executiva, cargo que acumulava com o Diretor de Futebol, Marco Eberlin, numa atitude de desprendimento, coragem, alta responsabilidade e amor pelo clube, passou a exercer, oficiosamente, também, as atribuições do Presidente física e administrativamente.

Num ambiente adverso a normalidade administrativa do clube, ocorreram dificuldades advindas de desarranjos, frente essa desusada situação, sendo a mais grave, o atraso de compromissos financeiros, tendo grande repercussão o atraso de salários em até 6 (seis) meses, ocorrendo a saída e debandada de alguns atletas, que não mais quiseram jogar na Ponte Preta. Eberlin encheu-se de brio, destemor e lutou, leoninamente, para manter a Ponte Preta na Série A do Campeonato Brasileiro, com o que podia contar em valores humanos e materiais.

Vencendo todas as dificuldades em tal situação, como bravo guerreiro destemido e convicto de suas qualidades, ultrapassando obstáculos que fogem a normalidade, conseguiu com o apoio e colaboração de alguns amigos, da Comissão Técnica e atletas que  restaram, salvar a equipe de futebol da Ponte Preta do temido rebaixamento para a  Série B do Campeonato Brasileiro de Futebol!

Em 2006, um tanto exaurido em suas forças e não concordando com a entrada de alguns novos dirigentes, demitiu-se da Ponte Preta, deixando vagos os cargos que ocupava até então.

Em 2010, foi candidato a Presidente do Clube, encabeçando uma chapa ao Conselho Deliberativo, constituída somente por pontepretanos, como determina o bom-senso e o Estatuto do Clube. A referida chapa foi derrotada pela chapa oponente, cuja composição dos candidatos ao Conselho Deliberativo, era em sua grande maioria, formada por funcionários de uma empresa, de propriedade do candidato oponente a Presidente do clube.

Não obstante, mais de 1000 eleitores, funcionários da mesma empresa, foram inscritos como associados, com o propósito de votarem na chapa encabeçada pelo referido candidato a Presidente.

Se isso foi legal ou não, foge a discussão no momento, mas foi uma IMORALIDADE RECHEADA DO VENENO, CAPAZ DE CORROMPER NO MÍNIMO A CONSCIÊNCIA DE SEUS INTEGRANTES.

Em 2015, o Presidente da Diretoria Executiva, já afastado do cargo pela Justiça, continuava a comandar a Ponte Preta, visto que seus substitutos ao longo dos mandatos subseqüentes, sempre foram prepostos por ele e obedientes às suas determinações. Essa forma de comando, também é repetida, igualmente, até os dias de hoje, quanto a Mesa Diretora do Conselho Deliberativo. O fato é que os Presidentes prepostos da Diretoria Executiva e do Conselho Deliberativo, numa reunião do Conselho tornaram o Salão Nobre Pedro Pinheiro, enternecido, triste, machucado e condoído, tendo em vista a injustiça cometida naquela que se transformou numa noite sombria.

Por certo, se o busto de Moisés Lucarelli transmutasse a condição física humana, ficaria ruborizado e colérico, ante a perfídia cometida, usando o mesmo método que sempre usaram para vencerem as eleições e votações em plenário do Conselho Deliberativo!!! Aquela não era mais, a Ponte Preta que ele e outros amaram e veneraram!!!

Com total falta de robustez de provas, tornaram Marco Eberlin eliminado do quadro associativo da Ponte Preta!!!

Vamos deixar esse capítulo para outra ocasião, em matéria que tratará somente desse assunto, em publicação a ser editada oportunamente.

Talvez antes disso, o Ex-Presidente desafiado por Marco Eberlin, na entrevista citada no início deste texto, aceite o debate público, entre somente eles, para que a coletividade pontepretana tenha o conhecimento exato de tão triste episódio e possa tirar suas conclusões.

Abraços Pontepretanos,

(Marcos Garcia Costa é foi ex-presidente da Diretoria Executiva e ex-presidente do Conselho Deliberativo)

 

4 Comentários

  1. Sobre Marco Eberlim e Dr. Marcos Garcia Costa.

    Ouvir os áudios sobre a entrevista de Marco Eberlim, em primeira mão, por fazer parte de um grupo de privilegiados, somente seis, mas seis pessoas necessárias num convívio de amizade e de luta, só para quem tem certas condições…

    Ouvir um embate, entre entrevistado e entrevistadores, que em muitos momentos, tentaram claramente, encurralar o entrevistado, por mais que tenham vindo à público afirmando que não, mas terem batido de frente com a experiência e a maturidade, de quem tem profundo conhecimento do que faz, e principalmente, ver a habilidade no uso das palavras e do raciocinio lógico, ao ponto de jigar uma pergunta para os entrevistadores, sobre o Conselho Deliberativo, o que mostrou uma total falta de informação, o que os colocou em uma saia justa, chegou a ser extremamente divertido…

    E agora, ler o texto do Dr. Marcos Garcia Costa, sobre tal entrevista, do ponto de vista de outro profundo conhecedor da história, do jeito de ser e das maneiras de nossa Ponte Preta, só vem completar o quadro, que nos possibilita afirmar, que realmente, as pessoas que deveriam estar gerindo a vida do Clube mais velho do Brasil em atividade, estão do lado de fora, assistindo uma administração totalmente desqualificada, principalmente, sem ter a mínima noção do Clube que teem em mãos, ser conduzido de forma humilhante…

    Se a torcida não estivesse “dotapa”, poderíamos saber, depois de ver totalmente exposta, a verdade que se passa nos corredores do Estádio Moisés Lucarelli – O Majestoso, voaria de encontro àquelas pessoas, que tem sido totalmente nefastas e as convidaria para se retirarem… Mas, infelizmente, há o dopping… Infelizmente, boa parte da nossa torcida, se encontra completamente glogue, mas de uma certa forma feliz… O dopping leva à uma falsa felicidade… A sorte dessa parte da torcida, é que nós não veremos o fim do Clube mais velho do Brasil, por atitudes desencontradas, porque a história da Associação Atlética Ponte Preta, é o seu alicerce, e por esta razão, logo a teremos de volta, para levá-ls ao seu verdadeiro lugar no futebol brasileiro: o topo…

    Que os Deuses do futebol nos amparam…

    É isso…

    Saudações PontePretanas…

    Grande abraço a todos…

    Joaquim Brandão…

  2. Parabéns, Marcão. Só a sua sensibilidade e amor pela Ponte Preta, poderiam traduzir o que foram os 10 anos da administração do Eberlin. Você fez cronológicamente , o que Eberlin colocou na entrevista. Verdade sendo reposta para mostrar que desses anos todos da influência daquele senhor, a gestão de Eberlin foi a mais profícua que, na sua independência mostrou que a Ponte Preta pode, sim, caminhar pelas suas próprias pernas se tiver dirigentes do quilate de Marco Eberlin e de você, como representante da Velha Guarda. Eberlin mostrou que é o dirigente que procuramos até porque se adaptaria ao novo modelo exigido pelo momento, o de investidores e não salvadores. Parabéns pelo seu texto, Marco Garcia e parabéns ao Eberlin, pelo que fez e pela corajosa entrevista. E que o desafio seja aceito pelo senhor Carnielli.

  3. Excelente texto como sempre do Sr Marcos Garcia Costa, ilustre pontepretano que luta muito para nossa macaca voltar a ser grande, quanto a Eberlim, o melhor diretor que já tivemos, montava excelentes times com pouco, nessa época éramos temidos e respeitados , tanto dentro quanto fora do campo , e teve como fim o mesmo de todos que tentaram nos manter no topo, foi escorraçado da Ponte sem direito a defesa !!! Bons tempos em que o majestoso vivia cheio e a vitória era certa .Hoje vemos times montados apenas com um único interesse , de dar lucro aos empresários, ambição para algo maior não existe !! ….um dia talvez veremos a ver Eberlim diretor novamente

  4. Elias, você nos conceder está oportunidade de ler um texto deste, onde gigantes pontepretanos e fiéis defensores desta agremiação secular, Dr Marcos Garcia Costa e Marco Eberlim, sem menosprezar grandes nomes que passaram antes de 1996 pela ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PONTE PRETA, é voltar no tempo e relembrar a alegria do torcedor de ir ao majestoso e ver um time com jogadores que se entregavam de alma para o clube, a responsabilidade da diretoria e seu quadro associativo em prol a instituição, onde se priorizava a sua identidade histórica, a paixão a macaca.
    Quem realmente é pontepretano e a Ama de verdade entendeu tudo o que ocorreu e ocorre na veterana Campineira.
    Temos que agradecer muito por tudo que fizeram e ainda faz Dr Marcos Garcia Costa pela instituição.