Eleição dos melhores Só Derbi comprova: Beto Zini e Eberlim não encontraram substitutos

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Ao fazer a compilação dos dados para verificar quais jogadores ganharam a preferência dos jornalistas esportivos de Campinas nos últimos 30 anos, um fato saltou aos olhos: a lacuna que não foi preenchida no Guarani após a saída de Luiz Roberto Zini, em 1999, e como a Ponte Preta nunca mais se encontrou em termos de gestão de futebol após o desligamento de Marco Antonio Eberlim em 2006.

Basta dizer que os três primeiros colocados da enquete bugrina, dois foram revelados nas categorias de base na época de Zini – Amoroso e Luizão- e Djalminha teve uma ressurreição na carreira graças a interferência do então presidente para pedir a liberação junto ao mandatario rubro-negro Kleber Leite.

Em relação a Eberlin, os dois primeiros colocados tem o seu DNA. Washington foi uma aposta sua e que deu certo graças ao esquema tático que na época privilegiava as jogadas áreas e o trabalho para conclusão do centroavante. Luis Fabiano é cria do futebol amador campineiro e só superou as vaias e apupos dos torcedores da Alvinegra (lembram!?) porque Eberlim teve uma atuação paternal e atuou como para-raios. Depois foi vendido ao futebol francês e o resto é história.

Não para nisso. O fato é que os dois tinham algo em comum: dentro de suas características pessoais sabiam distinguir o craque do cabeça de bagre. Detectavam jogadores baratos e que posteriormente proporcionavam ganhos ao clube. E hoje?

Defeitos? Os dois eram excessivamente centralizadores mas hoje em dia, no fundo, ninguém pode reclamar, seja no Brinco de Ouro ou no Majestoso. Não apareceram substitutos para os dois. Os números e os jogadores revelados comprovam.

(Análise feita por Elias Aredes Junior)

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