quarta-feira , 14 novembro 2018
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Guarani 6 x 1 Universitário. Meu jogo inesquecível. Por Edson Silva

A noite daquela quarta-feira, 11 de abril de 1979, estava agradável. Eu tinha 17 anos completados em janeiro e fui com meus irmãos ao estádio Brinco de Ouro ver a partida entre Guarani e Universitário do Peru, pela Taça Libertadores de América. Em construção, o Tobogã estava apenas com uma parte liberada ao público e foi ali que nós ficamos.

Eu frequentava o estádio ao menos desde 1976, mas ele ficou mágico ao presenciar, em 13 agosto de 1978, o título do Guarani de campeão brasileiro da série A. Até hoje, 2018, algo não conquistado por nenhuma outra equipe do interior de um estado.

No jogo contra o Universitário, o Guarani precisava reverter uma derrota de 3 x 0 ocorrida no Peru e creio que nem o mais otimista dos torcedores poderia prever o espetáculo que presenciaria nos próximos 90 minutos.

A noite seria do craque Zenon, um dos maiores meio-campistas que já vi atuar no futebol brasileiro. Coube a ele fazer 1×0 de pênalti, no primeiro tempo, e o jogo foi marcado por muitas oportunidades para o Guarani que continuou com o magro resultado, que não nos interessava, durante toda a primeira etapa.

Que viesse então o segundo tempo e veio. Aos três minutos, Zenon cobrou forte uma falta próxima da área, embora sua maior característica nessa situação era a de mandar colocada e geralmente converter em gol.  O goleiro rebateu para a entrada da área e o veterano e saudoso volante Zé Carlos fuzila. Era o segundo gol bugrino, aos 3 minutos da segunda etapa.

Foi festa, daria sim para reverter a derrota por 3×0. E aos 15 minutos, Zenon, de novo, enlouqueceu a torcida, marcando, não apenas o terceiro gol, mas um dos gols mais lindos que presenciei na minha vida. Chute forte da intermediária, foi no ângulo, desconcertando o goleiro peruano Acasuzo.

Cinco minutos depois, viria o susto para nossa torcida. O bom meio campista do Universitário, Leguia descontou. Já estávamos sem nosso menino de ouro, Careca, autor do inesquecível gol do título de 78. Em seu lugar tinha entrado Miltão. E foi ele, aos 27 minutos, quem fez o quarto gol bugrino; Zenon faria o quinto (seu terceiro na partida), aos 38 minutos, e Miltão voltaria a marcar aos 40 minutos, fechando a goleada em 6×1.

Acho que depois daquela partida, apenas eu me dava conta e reclamava que jogo podia ter sido ao menos 8×1, pois a arbitragem não deu dois gols legítimos para o Guarani e dois pênaltis claros não foram anotados e , no meu entender, obviamente seriam convertidos por  Zenon. Aliás, o craque dias desses visitou o bairro onde moro desde a época daquele jogo, a Vila Padre Manoel de Nóbrega, em Campinas.

*(texto de autoria de Edson Silva. Ele nasceu em Campinas, é Jornalista e Radialista e tem 56 anos).

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