Guarani: condenado a viver na mesmice ? Ou não está na hora de alargar o debate?

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Na semana passada, o Só Dérbi promoveu uma live com Paulo Souza, Wanderley Rondini e Marcelo Rodrigues. Bugrinos de quatro costados. Fizeram criticas as ações do Conselho de Administração e a Comissão Imobiliária, que terá representantes para discutir o futuro do Guarani em live do Só Dérbi programada para o dia 02 de março, a partir das 20h.

O debate teve audiência relevante e reverberou nas redes sociais e grupos de Zap de torcedores bugrinos. Independente daquilo que pensa um lado ou outro, um objetivo foi cumprido: a mesmice foi derrotada momentaneamente. Aprofundou-se a discussão sobre o Guarani.

Convenhamos: a crise do Guarani, originária desde o iniciado desde 2001, tem como matriz o extermínio da troca de ideias. Ou a colocação de alcunhas. Frases como “isso não é importante”, “vocês jornalistas só querem tumultuar” , “Está sem pauta” se transformaram em mantras para os adeptos de um noticiário infantilizado, cheio de bordões mas que não fustiga o poder estabelecido a prestar contas.

Quase seis anos já se passaram desde que a juíza Ana Cláudia Torres Viana estabeleceu na sentença a obrigatoriedade de construção de uma nova Arena, sede social e Centro de Treinamento em troca do estádio Brinco de Ouro, agora de propriedade de Roberto Graziano.

Evidente que os argumentos da Comissão Imobiliária devem ser considerados. Cada um com suas razões. Só que eu, como jornalista, tenho direito e o dever de perguntar: é isso mesmo? Vai ficar neste marasmo? Qual será o tempo de construir esses equipamentos?

E mais: o que pode-se pensar para o Guarani daqui 10 ou 15 anos? Qual será o seu lugar?

Se o Guarani ficar preso ao passado, não conseguirá viver plenamente o presente e terá o seu futuro comprometido. É hora de agir. E espero que respostas sejam dadas na live do próximo dia 02 de março.

(Elias Aredes Junior)