terça-feira , 17 julho 2018
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Guarani terá diversos caminhos para escolher em 2018. Terá competência para tomar a decisão correta?

Sem dinheiro. Infraestrutura arcaica. Dirigentes despreparados. Análise de proposta de terceirização na mesa. É uma conjuntura indigesta e que não esconde os desafios do Guarani para 2018: o acesso à divisão de elite do Campeonato Paulista e uma campanha digna na Série B do Campeonato Brasileiro. Ou a busca do G-4.

A parte inicial do plano não há como adiar. Disputar pela quinta vez consecutiva a Série A-2 do Campeonato Paulista é um selo de inconstância para um clube que já disputou final do pelotão dianteiro em 1988. A questão (também) é financeira. Hoje, o Guarani recebe R$ 850 mil para disputar uma competição que só não está totalmente no ostracismo devido à sua utilização para tapar os buracos na grade de programação das televisões por assinatura e aberta.

Com o acesso e mais R$ 4 milhões para disputar o Campeonato Paulista, o planejamento ficaria facilitado em 2019. São tópicos que justificam o esforço do Bugre em sustentar por mais seis meses o armador Bruno Nazário. O ideal seria sua presença na Série B, é lógico. Mas não há como adiar. Toda e qualquer força para o Guarani sair do calabouço da bola é válido.

A Série B não pode ser desprezada. Pelo contrário. Será preciso visualizar dois cenários. Sem a terceirização do departamento de futebol, o time alviverde precisará encaixar e demonstrar bom rendimento já no segundona regional e assim construir uma base confiável. Queiramos ou não, foi este expediente feito por Vadão que carimbou o passaporte da manutenção.

Com a chancela da terceirização, o quadro muda. Radicalmente. Como o empresário Roberto Graziano e outros interessados vão propor a administração do setor por 10 anos, o mínimo que se espera são resultados convincentes. Traduzindo: acesso imediato. O raro leitor pode perguntar: Já? Sim. Pense que você é proprietário de uma casa, uma pessoa aparece cheia de sorrisos e lhe propõe alugar o imóvel e se responsabiliza pela reforma do lugar e sem necessidade de desconto na mensalidade. Você vai, assina o documento e, dias depois, o inquilino afirma que os planos mudaram e que só vai fincar suas raízes por ali até o encerramento do acordo. Sem investir um tostão. Você aceitaria? Não iria à Justiça?

Graziano e os interessados vão faturar muito com a terceirização por intermédio do recebimento de cotas de televisão e outras fontes de financiamento. Então, o que se espera são investimentos para a montagem de um time forte e a disputa para chegar a primeira divisão.

E a torcida? Deverá exibir uma paciência de jó, uma resiliência titânica para esperar que os homens superem suas vaidades e que consigam deixar o Guarani de pé por mais 12 meses. Que o destino conceda conforto a um torcedor tão sofrido e cansado de tanto desmando.

(análise de Elias Aredes Junior)

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2 Comentários

  1. Eu sou defensor da terceirização, desde que haja um contrato bem amarrado em termos de resultados financeiros e desportivos, com percentuais de lucros ao Guarani; e desde que, paralelo à terceirização, o clube ponha em prática um projeto completo de reestruturação.

    Seguindo por esse caminho, teríamos melhores resultados desportivos à curto prazo, e melhores condições administrativas, de estrutura e financeiras, no prazo de dez anos.

    Espero que essa parceria saia e que o Guarani retome o caminho das conquistas a partir de 2018.

  2. Se terceirizar, pegar a grana que seria pro futebol e investir na infraestrutura, melhorar o DM, o CT, e deixar tudo amarrado em contrato pro GUarani sair perdendo nada, pode ser uma boa, agora se for só pra investidores lucrarem, venderem jogador e o guarani não ganhar nada, seria só mais do mesmo que já passou pelo Bugre…
    só que agora ao invés de ser gnt de dentro do GUarani seriam pessoas de fora

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