Ivan e Facundo: provas de que a Ponte Preta é uma vitrine vital do futebol brasileiro

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Ivan está na berlinda. Teve jogos de alto nível pela Ponte Preta. Destaque da Macaca de 2018 e manteve a excelência em boa parte dos confrontos desta temporada. Atraiu interesse do mercado e da Seleção Sub-23 que disputará a Olimpíada em Tóquio, em 2020.

Facundo por sua vez, desfalcará a Ponte Preta por servir o time Sub-20 do Uruguai. Estará à disposição na estreia contra o Coritiba e depois contra o Criciúma e ficará ausente por quatro rodadas. Fatos aparentemente desconexos provam algo que deveria ser motivo de comemoração do torcedor: a manutenção da Macaca como vitrine de destaque do futebol brasileiro.

No ano passado, a Ponte Preta não teve um desempenho que chamasse atenção. No Campeonato Paulista foi campeã do interior sob o comando de João Brigatti e com um futebol irregular e instável. Que melhorou graças a presença do arqueiro, diga-se de passagem. Na Série B, o banco de reservas teve a presença de Doriva, João Brigatti, Marcelo Chamusca e Gilson Kleina. A instabilidade imperou. Neste ano, o drama continua. Se Ivan recebe atenção não é só por causa de seu talento e sim porque a Alvinegra ainda é observada com lupa pelo mercado.

E esse comportamento certamente foi decisivo para Facundo desembarcar em Campinas. Pense: o atacante de 20 anos já atua pela seleção de seu país. Encontrou lugar ao sol. Sabe o quanto lutou para alcançar a excelência. Se deu sinal de positivo para seus representantes e desembarcou em Campinas foi porque teve segurança de que cairá no ostracismo. Pelo contrário. Pela camisa, cidade e história, a Macaca pode ser a catapulta necessária para sua carreira decolar de vez.

Ivan e Facundo são provas incontestáveis que, apesar dos desacertos, a Ponte Preta é uma bela vitrine do futebol brasileiro.

(Elias Aredes Junior)

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