João Brigatti e a constatação na Ponte Preta: sem conexão com as arquibancadas, nada feito!

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Gosto de repetir uma frase em minhas tribunas. Basicamente é afirmar que um cenário é o futebol como eu desejo. Outra perspectiva é o futebol como ele é. Cada equipe tem o seu perfil e sua característica. Usam uma determinada dinâmica no seu cotidiano.

A política do Corinthians funciona de uma forma. No Palmeiras, o procedimento é outro. Se você colocar a lupa no Flamengo, o funcionamento fica em outro rumo.

Faço esta introdução para dizer que não adianta enrolar. Técnico para dar certo na Ponte Preta precisa ter conexão com a arquibancada.

Claro, existem técnicos “forasteiros” que são exitosos em suas intenções. Mas eles precisam de inteligência e sagacidade para detectar aquilo que gosta o torcedor pontepretano. Ele consegue fácil adaptação e agrada ao torcedor.

Gilson Kleina, Guto Ferreira, Jorginho, Hélio dos Anjos…A lista é grande.

Mas a preferência é por treinadores que tenham raiz dentro do clube. João Brigatti comprovou tal teoria. Está claro que o êxito parcial contra o Sport tem relação com tal característica, ou seja, o respeito das arquibancadas. Foi assim com Zé Duarte e Cilinho. Que chegou até a ter grupo político no Majestoso, os Cilinistas.

Jair Picerni, chegou no final da trajetória. Mas foi o suficiente para ser o técnico do Dérbi em que a Ponte Preta venceu por 3 a 2 e valeu pelo título do turno inicial. Ou como esquecer de Sérgio Guedes, vice-campeão do Campeonato Paulista de 2008?

Não adianta inventar.

Não adianta querer inventar.

Sem conexão com as arquibancadas, nada feito. Ainda bem que João Brigatti tem atenção e zelo com essa caracteristica. Sorte do torcedor pontepretano.

(Elias Aredes Junior com foto de Diego Almeida-Pontepress)