Justiça decide e eleição do Guarani retorna à estaca zero

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Em decisão tomada na tarde desta sexta-feira pelo juiz Gabriel Baldi de Carvalho, o processo eleitoral promovido pelo Guarani para escolha dos 80 integrantes do Conselho Deliberativo e que estava marcado para o dia 11 de março está suspenso.

De acordo com o juiz, o motivo principal para a resolução foi o fato da primeira reunião da Comissão Eleitoral foi realizada antes mesmo da publicação do Edital de Convocação, o que contraria o estatuto do clube. “(…) O risco de dano está evidenciado pelas declarações de associados do clube juntadas aos autos (…)”, afirmou o juiz na sua sentença.

Agora, a Comissão Eleitoral será obrigada a realizar uma nova reunião, com o estabelecimento de novos prazos e também as chapas serão obrigadas a construir a sua listagem a partir da estaca zero. Caso a decisão não seja cumprida, o clube corre risco de multa diária de R$ 2 mil.

O fato novo no processo eleitoral gerou repercussão imediata. O presidente da Comissão Eleitoral, Anselmo Franca, disse que prefere aguardar os acontecimentos. “A comissão eleitoral se reuniu horas antes da divulgação do edital mas já sabendo do mesmo, ou seja, isso não trouxe dano nenhum ao processo, no entanto que ninguém questionou e houve no final a inscrição de 3 chapas”, disse França, que espera uma tomada de posição dos concorrentes. “Cabe agora o departamento jurídico do Guarani cassar a liminar, mas potencialmente não farão pelo fato da maioria dos integrantes do CA, ou seja, seus patrões, serem parte interessadas nesta decisão”, disse França.

Por intermédio da sua assessoria de imprensa, o Guarani decidiu adotar uma declaração protocolar. “O Guarani Futebol Clube, tomou conhecimento extra oficialmente da concessão de medida liminar, concedida pelo Juiz Maurício Simões de Almeida Botelho Silva da 10ª Vara Cível de Campinas suspendendo a realização da assembléia geral ordinária, que seria realizada na próxima segunda-feira (11). Após a notificação oficial, o clube se manifestará sobre a decisão”, escreveu a direção do clube.

Horley Senna, integrante da Chapa Hoje e Sempre Guarani, disse que ficou surpreso com a decisão, mas que analisará os próximos passos a serem adotados.

Marcelo Dias, integrante da Chapa Renova, afirmou que todos do grupo têm a primícia de que decisão judicial deve ser cumprida, mas que algumas observações não devem ser ignoradas. “Nós vamos tentar defender nossos interesses, porque reiniciar o processo eleitoral e não validar o que fizemos não tem o menor sentido. Se a chapa regularizar a participação da Nova Jornada, ótima. Não temos medo da democracia”, arrematou.

(Elias Aredes Junior)

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