Majestoso, 72 anos: uma magia que forjou ídolos e lendas. Para sempre!

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O torcedor agradece e celebra o aniversário do estádio Moisés Lucarelli. 72 anos de existência. O mundo do futebol também deveria agradecer. Jogadores, treinadores e até dirigentes só perpetuaram o seu nome na história graças a mística do Majestoso e o combustível fornecido pelas arquibancadas.

Naquele espaço, o jogador limitado vira guerreiro. O mediano fica bom. O craque vira deus. Dicá, exponencial e decisivo na Ponte Preta, não teve o mesmo brilho em Santos e Portuguesa? Era inegável o seu talento e sua capacidade. Craque. Fera. Mas o combustível fornecido pelo Majestoso explica o “plus”. Ali, foi nota 9,5, nota 10 em vários jogos.

Será que a carreira de treinador de Abel Braga seria a mesma se não tivesse vivido todas aqueles emoções do Brasileirão de 2003, especialmente a vitória por 2 a 0 sobre o Fortaleza, o que evitou o rebaixamente para a Série B? E Gilson Kleina? Como seria sua trajetória na bola sem o acesso de 2011, quando a goleada sobre o ABC foi coroada com gol de Renatinho e a invasão no gramado do Majestoso? Nem um iceberg de alma ficaria imune.

Jorginho, Felipe Bastos, Elias, Roberto Volpato e Uendel só apagaram em parte o rebaixamento no Brasileirão de 2013 graças a campanha empolgante na Copa Sul-Americana, em que o Majestoso explodiu de gente para assistir aos jogos contra Deportivo Pasto e Veléz Sarfield. Como apagar esses momentos mágicos de suas histórias? Não dá.

Parece que existe uma magia, um encanto, que por vezes transforma o atleta. Ou William Pottker joga no Internacional o nível que apresentava com o incentivo do alambrado do Majestoso?

O torcedor pode e deve fazer festa. Mas muitos personagens do mundo da bola não podem ignorar que sem o Moisés Lucarelli a vida deles não seria a mesma.

(Elias Aredes Junior)