Neto e Amoroso se posicionam ao lado do Guarani e são ídolos de corpo e alma. Quando outros ex-jogadores vão seguir o exemplo?

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Talvez nunca uma comemoração de aniversário do Guarani tenha gerado tanta polêmica. Só considero necessário dividir a manifestação dos ex-jogadores em dois grupos.

O primeiro grupo é formado por Amoroso e Neto. Só. Esses a torcida pode e deve chama-los de ídolos. Não somente porque aquilo que fizeram no gramado, mas pela entrega que fizeram após pendurarem as chuteiras.

Neto foi dirigente do Guarani. Hoje é apresentador de televisão. Nunca deixou de enaltecer, homenagear e reconhecer tudo que o Guarani fez em sua vida. Sempre que foi convocado, não se furtou a opinar sobre aquilo que o Alviverde vivia em seus bastidores, tanto com presidentes e dirigentes incompetentes como também resultados amargos, como os 10 rebaixamentos vividos neste século. O Guarani não é figura estranha para Neto.

Idêntica tese esticamos para Amoroso. Formado dentro do Guarani, viajou o mundo inteiro e escolher ser bugrino. Decidiu abraçar a camisa verde e branco. Nunca foi omisso. Time rebaixado? Amoroso na arquibancada e pronto para protestar. Confusão na decisão da Série C de 2016? Ele não pipocava. Estava no local. Na vida política nem precisa dizer. Ativo, militante e sem medo de firmar seus posicionamentos.

Pelo quadro exposto, Neto e Amoroso reclamarem da ausência de reportagem de aniversário em jornal de relevância na cidade é uma postura corriqueira e esperada diante do histórico positivo.

Agora, pergunto, com todo o respeito: e os outros? Temos comportamentos diversos. Ex-jogador que se importou com o clube um dia e depois esqueceu, gente que trabalhou na instituição e outros que sumiram, reapareceram e ainda figuras que simplesmente deram as costas ao Guarani antes da confusão da sexta-feira santa. Apareceram com altivez, pose, mas no dia anterior, se bobear, nem sabiam o que era Guarani.

Desculpem, mas a chiadeira deles não tem o mesmo peso de Amoroso e Neto.

Vou além: se todos tivessem o comportamento padrão dessas duas personalidades que um dia vestiram a camisa 10 bugrina talvez um novo cenário seria formulado. Ou até rebaixamentos seriam evitados porque esses ex-jogadores fariam uma pressão para tirar os dirigentes da letargia.

Que o protesto da sexta-feira santa mude o comportamento desses e de outros ex-jogadores do Guarani. Amor não é apenas teoria. É prática.

(Elias Aredes Junior- foto de Thomaz Marostegan-Guarani F.C)