Os trunfos do Guarani para vencer o Mirassol e chegar nas semifinais do Paulistão

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Por características distintas, o equilíbrio prevalece antes do confronto do Mirassol contra o Guarani.

De um lado, temos uma equipe estruturada, com alto grau de profissionalismo e comandada por um treinador em recomeço de carreira, mas com capacidade, Eduardo Baptista.

Do outro , temos o Guarani, que mostra-se mais à vontade para atuar longe de Campinas e com uma camisa cujo não pode ser desprezado. Claro que currículo não entra em campo, mas uma equipe que foi campeã de turno do Paulistão (1976), terceiro lugar em 1985 e finalista em duas oportunidades, em 1988 e 2012, não pode-se afirmar que chega em patamar inferior. Pelo contrário.

Se quiser prevalecer no gramado e chegar as semifinais, o Guarani precisa utilizar as suas armas com sabedoria. Quero citar três que merecem atenção especial. E que já foram vistas nas partidas.

A primeira é a bola parada. Allan Aal conseguiu ensaiar jogadas interessantes de escanteio, cujo mote principal é trabalhar com a boa estatura dos zagueiros Thalles e Airton.

Andrigo é outro trunfo. Ao atuar centralizado, sua capacidade de entrar na área e atuar como elemento surpresa é preciosa. Arrancadas e visão de jogo que podem ser decisivos na hora de desanuviar o ambiente do meio-campo.

Para terminar, Davó. Erra gols? Concordo. Afoito em alguns lances? Também. Mas o seu contra-ataque é algo que o Guarani não tinha e contra o Mirassol os espaços podem surgir para as finalizações.

Concordo que não é muita coisa. No entanto, se souber utiliza-las de modo correto, o final pode ser feliz. Basta acreditar.

(Elias Aredes Junior)