Os zagueiros da Ponte Preta: a principal decepção da temporada 2020-2021. E uma prova dos equívocos de gestão no clube

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O assunto que será abordado neste artigo não é novidade. É figurinha repetida. Só que impossível ignorar diante do rendimento defensivo da Ponte Preta na Série B do Campeonato Brasileiro. São 45 gols sofridos em 34 rodadas. Fracasso. Amplo, geral e irrestrito. De quem está em campo e dos autores das contratações.

É praticamente impossível inocentar alguém neste drama. Luizão, Alison, Rahyan, Wellington Carvalho, Ruan Renato são integrantes de uma equipe que rendeu abaixo do esperado. Seja no aspecto tático e técnico.

Detalhe: não ignoro que Luizão enfrentou graves problemas emocionais. E desejo sorte e êxito no tratamento. Mas no geral o rendimento é decepcionante.

Os atletas não são os culpados principais. Quem avalizou e quem bancou essas chegaram cometeram um erro crasso: não conhecem a história da Ponte Preta. Poderia ficar horas e horas enumerando os zagueiros revelados ou projetados no clube: Samuel, Oscar, Polozzi, Juninho, Nenê Santana, André Cruz, Fábio Luciano…a lista é quase infinita. Gente que depois gerou dividendos ao clube.

Hoje, os zagueiros pontepretanos geram custos em duas frentes. Primeiro pelo salário que recebem que é superior a qualquer revelação que saia das categorias de base. Duvido que Léo, beque e integrante do elenco, tenha gordos dividendos.

O segundo custo é gerado na saída. Como fracassam no gramado, a saída é rescindir o contrato é pagar uma indenização pelos dias ou meses trabalhados. Prejuízo em dobra.

Só que os responsáveis pelas categorias de base nos últimos anos também devem ser colocados como vilões. Como não foram capazes de revelar a cada ano, dois ou três zagueiros de qualidade?Ou que não comprometam ?

Os zagueiros que defendem a Ponte Preta na atualidade apenas retratam as decisões equivocadas tomadas nos gabinetes. Infelizmente.

(Elias Aredes -foto-corrigido as 11h49 Divulgação Cuiabá EC)