Pacaembu, 04/12/2013, 30 mil pontepretanos na final da Sul-Americana. E se Uendel não tomasse o terceiro cartão? A história seria diferente?

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No dia 04 de dezembro de 2013 a Ponte Preta disputou a primeira partida da final da Copa Sul-Americana. O adversário era o Lanús. Por uma imposição do regulamento da Conmebol, a Macaca não mandou o jogo no Majestoso. O embate foi no Pacaembu. O que deveria ser uma dificuldade transformou-se em uma maiores demonstrações de amor de uma torcida por um clube. O borderô registrou 28477 pagantes, mas certamente tínhamos mais de 30 mil pessoas presentes naquela noite.

O confronto foi pegado, aguerrido, disputado, equilibrado. O gol do Lanús foi marcado pelo zagueiro Goltz, aos 12 minutos da etapa final, em cobrança da intermediária. Fellipe Bastos empatou  aos 33 e levou a torcida ao delírio.

Por incrível que pareça, além da mobilização da torcida, não são os gols que ficaram na minha retina e sim um lance bobo, singelo até. Aos 44 minutos do segundo tempo, o lateral-esquerdo Uendel cometeu uma falta em Ayala e tomou cartão amarelo. O terceiro. Estava suspenso para a decisão na Argentina.

Tal fato desencadeou uma série de erros por parte do técnico Jorginho. Escolheu Fernando Bob para ocupar a lateral-esquerda e deslocou Magal como cabeça de área. Existia uma opção mais nítida: a escalação de Chiquinho como lateral-esquerdo improvisado, algo que já fez por diversas vezes na carreira. Não fez. Deixou o time bagunçado e presa fácil para o oponente vencer por 2 a 0.

Jorginho teve seus critérios. Confesso que até hoje não entendo. Porque o empate no Pacaembu não tirava a Macaca do páreo. Com time inteiro ou com mexidas minimas poderia até levar aos pênaltis e quem sabe almejar o sonhado título.

Fato é que uma falta e um cartão amarelo mudaram o roteiro de algo que tinha tudo para ser maravilhoso. Ficam as boas lembranças de um Pacaembu lotado de pontepretanos.

(Elias Aredes Junior- Foto do jornalista Fábio Soares- Blog Futebol em Campo)

8 Comentários

  1. Concordo, a suspensão do Uendel mudou toda a formação tática da Ponte, e foi um dos motivos da derrota no jogo final. Exatamente como aconteceu com o Odirlei, na final do Paulistão 1977

  2. Kkkkkkk
    A torcida mista contou com apoio de torcidas alheias e a boa vontade das cooperativas de Campinas para emprestar os circulares da cidade…kkkkkk
    Não colocam nem mil no chiqueiro, e tentam se iludir kkkkkkkkkkk
    Depois das festas de final de ano haverá bastante garrafas Pet nas reciclagens da cidade kkkkkkk
    Nunca Serão!!!

    • “… com apoio de torcidas alheias”… kkkk. E ainda por cima estavam usando a camisa da Ponte, que obviamente compraram nesse dia, só pra esse jogo. Pois 90% dos presentes estavam com a camisa da Ponte.

  3. Conversa de perdedor, o Guarani jogou sem o Zenon na final de 78 e ganhamos do mesmo jeito … o Brasil jogou sem Pelé em 62 e ganhamos … nunca serao …

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