quarta-feira , 14 novembro 2018
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Para Gabriel Poveda, o Guarani é lugar de aconchego e não de baldeação. Por que os dirigentes não enxergam ?

Gabriel Poveda marcou um gol. Decidiu contra o Coritiba. Fez valer a aposta do técnico Umberto Louzer. Aos 20 anos, ficou emocionado. Sentou em um canto do estádio Couto Pereira e dividiu a glória com a família, aqueles que nunca lhe desampararam. Um registro emocionante da repórter Livia Laranjeira, que já tinha encerrado sua transmissão. Colocou em sua conta no twitter e a repercussão foi imediata.

Quem não conhece a história do Guarani ou caiu de para-quedas estranha a reação passional do jogador. Se você pensa assim, sua sensibilidade foi ao espaço. O gol e a partida tiveram um papel fundamental para o garoto que certamente passou por fatos que revisou no instante do gol: os passos iniciais, as vitórias, as frustrações, a ausência de oportunidade, a incompreensão dos torcedores…Nada que difere de meninos e garotos espalhados pelo país atrás do sonho dourado da bola.

Se existia tanta dificuldade, porque não desistiu? Ora, porque como qualquer ser humano, além da determinação, Poveda criou vínculos pelos corredores no Brinco de Ouro. A cozinheira, o porteiro, o segurança, os colegas de time, as amizades após o treino..Um patrimônio alicerçado pelo coração.O Guarani para ele não é apenas um clube de futebol. É aconchego, lugar de amor e de esperança. E que lhe impulsiona para dias melhores na carreira e na vida.

Pego essa história e não compreendo porque nos últimos anos o Guarani deu preferência aos atletas que utilizavam a agremiação como baldeação. Uma parada estratégia para buscar novos desafios. Sem vinculo, sentimentos ou preocupação com aquele que paga o seu salário. Fumagalli? Esqueça. É a exceção que confirma a regra.

A foto de Gabriel Poveda, sentado e encostado na parede, mãos no celular e explodindo de emoção deveria ser emoldurado em quadro na sala da presidência, mesmo se o garoto encerrar a carreira amanhã. A imagem representa aquilo que o Guarani deveria ser e não no que se transformou nos últimos anos.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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