Ponte Preta 0 x 5 Chapecoense: vexame. Existe outra palavra para definir tal fato?

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Em atuação irreconhecível, a Ponte Preta foi goleada em pleno estádio Moisés Lucarelli pela Chapecoense pelo placar de 5 a 0, em jogo realizado na noite desta terça-feira e válido pela Série B do Campeonato Brasileiro. Apesar do vexame, a Macaca ainda continua na zona de classificação com 27 pontos. O próximo desafio será no sábado, contra o CRB, na casa do adversário.

Na véspera da partida, o técnico Marcelo Oliveira mostrou sua predileção de um esquema tático com três armadores e  um atacante isolado. Motivo: a versatilidade proporcionada. O que ele não esperava que o time catarinense montasse a arapuca. Busanello e Alan Rushel ficavam no lado esquerdo prontos para impedir o avanço de Apodi. Ou as viradas de jogo que buscam quebrar a defesa adversária.

Deu tudo errado. O contra-ataque da Chape era mortal, pois era com velocidade e dificultava a recomposição pontepretana.

A vantagem foi construída até com certa facilidade. No primeiro gol, aos 07min, Busanello encheu o pé, Ivan defendeu e Paulinho Mocellin entrou como um raio para cabecear. Depois, aos 26min, uma jogada ensaiada executada e o chute de Busanello venceu o goleiro Ivan.

Alguns fatores traziam dificuldade para um final feliz na Ponte Preta. O principal era o posicionamento equivocado do meio-campo, em que Neto Moura novamente falhava no trabalho de construção.

Reverter o quadro parecia difícil. Marcelo Oliveira tentou não pecar pela omissão. Apostou em Bruno Reis na marcação e Bruno Rodrigues para puxar as jogadas de velocidade e segurar o lateral-esquerdo Busanello. Recebeu de presente novas chances da Chape e que só não ficou pior devido a intervenção do goleiro Ivan.

Mas aos 23min, Lucas Tocantins recebeu em boas condições e foi derrubado por Alisson dentro da área. Na cobrança de pênalti, Anselmo Ramon bateu e converteu. Depois, aos 30min, Aylon cruzou e Alisson, fez contra. Não parou. Lucas Tocantins foi a frente aos 43min, superou Dahwan  e deu números finais ao jogo. (Elias Aredes Junior)