Cada centavo vale ouro na Série B. Uma norma que precisa ser abraçada no Guarani

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Vou utilizar o Guarani como referência, mas poderia ser qualquer clube participante da Série B do Brasileiro. Com a pandemia, todos estamos de acordo que se o futebol estivesse até hoje paralisado as consequências seriam imprevisíveis.

Entra o aspecto econômico na análise. Quem atua na divisão de elite, tem instrumentos para se proteger. Traduzindo: cotas de televisão robustas e patrocínios elevados em virtude da exposição na Rede Globo, Sportv, Premiere e nos canais vinculados a Turner.

A Série B é outro mundo. Apesar de presença no pacote de pay per view e no Sportv, a ausência de exposição contumaz na televisão aberta traz consequências. A projeção diminui e  para piorar o quadro a cota fica em apenas R$ 8 milhões. Na Série A, o paraíso é logo ali. Um total que pode chegar a R$ 440 milhões apenas para tv aberta na divisão de elite. A disparidade é latente.

O Guarani precisa pagar obrigações trabalhistas, salários e ainda arcar com as despesas dos jogos que são disputados com portões fechados. Por enquanto, em oito partidas como mandante, no total, o Guarani gastou R$ 174638,54.

Quer dizer que vou livrar a cara da diretoria do Guarani? Nada disso. Primeiro que tal conjuntura comprova que cada centavo precisa ser gasto com critério. Não dá para errar demasiadamente . E o Conselho de Administração precisa aceitar a validade de junto com outros clubes encontrar uma maneira de melhorar o valor destinado a segundona.

Ou seja, não dá para tolerar vacilos em quadro tão delicado.

(Elias Aredes Junior)