Ponte Preta e um recado: não dá para confundir passividade com tranquilidade

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Você quer saber quando uma equipe está em crise? Quando a torcida está enfurecida? Olhe para o noticiário. Se os personagens principais forem os dirigentes é que algo precisa ser feito. Urgente. Independente do desenrolar do Torneio do Interior, um fato é inequívoco: a diretoria executiva da Ponte Preta saiu das cordas. Respira. Está aliviada. Os bastidores deram a primeira sobrevida com a remarcação do confronto com a Aparecidense. Posteriormente, os gols de Thalles, Diego Renan e Gerson Magrão no clássico com o Guarani trataram de selar a paz em definitivo.

Ninguém fala mais de Giuliano Guerreiro, José Armando Abdalla, Gustavo Valio ou de qualquer membro do Conselho Deliberativo. De repente, a política sumiu do noticiário.

Como em um passe de mágica, as entrevistas coletivas de Jorginho se transformaram em elixir de sonhos e conquistas.

Tudo isso é verdade. Só não pode virar um cenário definitivo. Um clube de futebol é uma instituição complexa, cheia de detalhes e conflitos. A acomodação do poder só se consegue com o debate, a troca de ideias e a apresentação de projetos. A bola entrar deve proporcionar tranquilidade, jamais passividade.

Vitórias são essenciais, mas elas não podem virar uma cortina de fumaça. O caminho para a Macaca é longo até se transformar antenada com os tempos modernos. Não basta a bola entrar. É preciso também alterar métodos e personagens que colaboraram para um atraso que não pode mais perdurar.

(Elias Aredes Junior)

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