Ponte Preta sofre goleada e a pergunta fica no ar: o que fazer?

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Perder por 5 a 0 em um confronto direto no grupo de classificação é inadmissível. O torcedor pontepretano tem total razão em reclamar, protestar e externar sua decepção pelo rendimento inexistente contra a Chapecoense. Só que destilar lamurias eternas não vai resolver a situação. A pergunta : o que fazer?

O alicerce para chegarmos a uma conclusão é pensarmos nas características atuais do elenco da Macaca. Dois jogadores possuem poder de decisão: João Paulo e Camilo. E alguns analistas incluem Apodi. Os restantes são coadjuvantes. Concordamos que a chegada ao acesso passa pela exploração máxima do potencial técnico destes jogadores.

Só não há como ignorar que existem alguns falhas na montagem do elenco. Ou porque não existiam opções no mercado ou porque foram perdidas oportunidades. Exemplo: os zagueiros. Concordamos que Luizão e Alisson são limitados. Lentos. Com pouco poder de recuperação. E os reservas também deixam a desejar.

Neste cenário, qual a solução? Que eles joguem protegidos por dois ou três volantes ou que o time atue de maneira compacta. A segunda solução não conseguirá ser implementada na Ponte Preta. O motivo: tanto Camilo como João Paulo, Matheus Peixoto e até Moisés apresentam falhas na recomposição defensiva. Não retornam na velocidade desejada ao campo defensivo. Neste quesito tático, Bruno Rodrigues é titular incontestável. Não pela qualidade técnica e sim por sua disposição física em retornar e fechar o espaço.

Percebam que em vários lances, a Chapecoense puxou o contra-ataque e o time pontepretano estava espaçado e com buracos no setor, apesar do esforço de Dawhan. Não duvido que Marcelo Oliveira tenha treinado e na hora o resultado tenha sido satisfatório. No jogo é outra história. Detalhe: esses problemas aconteciam nos outros jogos. Mas alguns oponentes eram suplantados por causa do brilho individual de alguns atletas.

A situação fica clara: a Ponte Preta terá que tomar cuidados defensivos. Mesmo se colocar zagueiros com melhor qualidade técnica e até com certa velocidade.

Pode parecer absurdo , mas jogadores como os volantes Barreto, Dawhan e Bruno Reis viram peças fundamentais. É o cadeado na porteira. E a renúncia a postura ofensiva desejada por todos. Inclusive por nós, jornalistas.

Algum atleta do setor ofensivo será sacrificado e ficará na reserva? Concordo. Mas o que prefere o torcedor pontepretano: ganhar jogos sofridos pelo placar mínimo e ficar no G-4 ou continuar a correr o risco de defender uma postura ofensiva que pelas atuais características do elenco é quase um suicídio? Pense: o importante não é sonhar. É subir para a divisão de elite. O resto é resto.

(Elias Aredes Junior)