Recuperado de pubalgia, Caíque volta a jogar pelo Guarani após quatro meses

0
752 views

Exatos 130 dias. Este foi o período entre o último jogo de Caíque – 14 de novembro de 2017 – até a data em que voltou a participar de uma partida pelo Guarani. O atacante foi opção do treinador Umberto Louzer neste sábado e entrou aos 23 minutos da etapa final, na vaga de Fumagalli, durante a vitória por 2 a 1 sobre o Votuporanguense.

O jogador renovou contrato em janeiro após negociações frustradas com a Coreia do Sul e seria o grande talismã no banco de reservas do Bugre para a fase inicial da Série A2 do Campeonato Paulista. Mas as dores no púbis o afastou dos gramados e fez com que o Departamento Médico desse ao jogador a mais longa pré-temporada do elenco. A tendência é que, a partir de agora, ele comece a receber chances no segundo tempo de algumas partidas.

Devido à lesão, o que lhe limitou na transferência para o exterior, o atleta de 24 anos requer cuidados. O atacante participou de 29 jogos em 2017, marcou quatro gols e foi decisivo na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro, quando o time de Campinas lutava contra o rebaixamento.

Caíque também soma passagens por Friburguense e Taubaté, onde se destacou antes de se transferir ao Alviverde.

A pubalgia
Trata-se da inflamação do osso púbis, um dos três principais que formam a pélvis. Isto gera dores na região da virilha, em músculos que realizam a troca de força com o abdômen. A dor pode se espalhar para a parte interna da coxa e afetar coluna, joelho ou outras regiões do corpo. É algo frequente entre jogadores de futebol, que trabalham intensamente a musculatura no local com movimentos como chutes, agachamentos e saltos.

Como a lesão prejudica o desempenho?
As dores no púbis irradiam para os músculos adutores das duas pernas. Assim, o atleta tem menos força e potência nas arrancadas. Mesmo que não tenha dor na hora do jogo, o efeito também é psicológico: o jogador passa a sentir receio nos movimentos ao entrar em divididas ou ao realizar maiores esforços para não prejudicar a musculatura.

(texto e reportagem: Lucas Rossafa/foto: Guarani Press)