terça-feira , 21 agosto 2018
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Reportagem Especial: Campinas, a segunda casa de Plínio Marcos

Plínio Marcos não desembarcou à toa em Campinas. Além de reconhecer o histórico de cunho popular da Macaca, o dramaturgo sabia que pisava em um município que era um foco de resistência à ditadura militar. Tanto que em todas eleições para prefeito realizadas no período, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o único partido de oposição autorizado para funcionamento, ganhou as disputas para prefeito.

Em 1968, o vencedor foi Orestes Quércia, que quatro anos depois apoiou a escolha de Lauro Péricles Gonçalves, que saiu para a Arena durante o mandato, mas viu a sua nova casa ser derrotada em 1976 com Francisco Amaral, também do MDB e da oposição e cuja administração vivenciou o melhor período do futebol campineiro, com três vice-campeonatos paulistas da Ponte Preta (1977, 1979 e 1981) e o terceiro lugar no Brasileirão de 1981, além da conquista do primeiro turno do Paulistão contra o Guarani em 1981.

Desde aquela época, a Alvinegra já era presente na luta contra o racismo e o acolhimento das classes mais populares. Plinio Marcos ainda estabeleceu vínculos com o Sentimento, equipe beneficente, criada pelo jornalista Brasil de Oliveira e que rodava o interior de São Paulo. Oswaldo Alvarez, o Vadão e Estevam Soares, eram presentes já nos jogos disputados pelo sentimento com Plínio Marcos na década de 1970. Ele não poderia encontrar-se em lugar melhor.

(texto e reportagem: Elias Aredes Junior)

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