Erros de Fabricio e a pergunta que não quer calar: quando DG terá uma oportunidade efetiva na zaga da Ponte Preta?

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Não podemos ignorar: o erro grosseiro de marcação do zagueiro Fábricio custou caro a Ponte Preta. Pênalti marcado e derrota para o Novorizontino por 1 a 0. Colheu um revés inesperado no Majestoso.

Faço mea-culpa.

Considerava que Fabrício poderia ser uma alternativa interessante.

Especialmente  pelo seu aproveitamento nas bolas paradas e no jogo aéreo. Não tenho como mensurar até que ponto os problemas particulares afetaram o desempenho do jogador. Só que não há como esconder os efeitos do tempo sobre um atleta de 32 anos. Quando atuou no Guarani tinha 28 anos. De acordo com a Ciência Esporte, vivia o auge físico de sua carreira. Ou seja, a idade pode ser o fator decisivo para o rendimento deficiente.

Neste contexto, não há como entender o pudor em relação ao aproveitamento do zagueiro DG, de 17 anos. Este colunista já apurou que o atleta demonstra rendimento satisfatório nos treinamentos. Vem pergunta: o que impede?

Em um dos textos publicados no site oficial, a comissão técnica declara que o jogador será utilizado “de maneira madura”. Compreendo o zelo e o cuidado. Uma escalação equivocada e tudo irá por água abaixo. Perde-se uma pedra preciosa.

Entretanto, o contexto não impede um questionamento: o tempo não está passando? Com Léo Santos com dores no joelho e em tratamento será que não vale a pena estudar e analisar com carinho a colocação do beque?

Você pode alegar – com razão- que um erro dele pode colocar tudo a perder. É verdade. Pura verdade. Só que também é verdade que a Macaca tem como titular um zagueiro de 20 anos – Thiago Oliveira-, um volante de 18 anos (Felipe Amaral) e meio-campista de 20 anos (Léo Naldi). O que impede a concessão de uma oportunidade ao jovem jogador? Ou vai correr o risco de novas pixotadas com Fabrício?

Viver é escolher. Escolher Fabrício é ficar no fio da navalha. DG também oferece riscos. Mas ele proporciona esperança. Motivo mais do que suficiente para tentar algo diferente.

(Elias Aredes Junior-com foto de Diego Alves-Ponte Press)