Ricardo Moisés e Michel Alves no comando…O Guarani é só isso?

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Quando ocorreu a reformulação do estatuto do Guarani e a instituição do Conselho de Administração, o conceito perpetuado pelos idealizadores do documento era de que o C.A seria uma ótima oportunidade para descentralizar o poder  bugrino e distribuir tarefas. Mais: que não existiria mais protagonismo de um único dirigente na condução dos destinos do clube.

Existe uma máxima que diz: a teoria é uma coisa. A prática é diferente. Poderia dizer sobre as outras formatações do Conselho de Administração, mas o Guarani nunca, jamais teve uma composição com integrantes tão apagados perante a opinião pública. Tudo é Ricardo Moisés.

Tudo parece gravitar em torno de seu nome.

A impressão transmitida é que só ele manda, só ele faz, só ele conduz e decide tudo. É isso mesmo? Se o poder é compartilhado, porque não existe tal esclarecimento? 

Se as impressões corresponderem a realidade, o quadro é dos piores. Não existe instituição na face da terra, seja um clube de futebol ou uma empresa, que sobreviva ao personalismo exacerbado. De que tudo gira em torno de uma única pessoa. Não é saudável.

Você pode alegar: ah, mas o time melhorou sua estrutura, ficou na sexta posição da Série B. Isso seria uma prova de que, se tudo estiver na mão apenas do Ricardo Moisés está em ótimas mãos.

A resposta é: equívoco. Um clube com milhares de adeptos em Campinas e em todo o Brasil não pode ficar apenas nas mãos ou ter apenas como rosto duas pessoas.

Por mais eficientes e competentes que sejam Ricardo Moisés e Michel Alves, eles não são o Guarani. O Guarani é um clube associativo e forjado em cima do espirito comunitário. E sua administração deveria refletir tal característica no cotidiano.

Enquanto isso, vamos torcer para o clube internamente ter o espirito coletivo que não demonstra perante a opinião pública.

(Elias Aredes Junior- foto de David Oliveira-Guarani F.C- dia 18 de Dezembro de 2019)