A boa relação dos dirigentes de Ceará e Fortaleza demonstra: o futebol campineiro é a vanguarda do atraso

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Conduzido pelo jornalista especialista em finanças Rodrigo Capello, o podcast Dinheiro em Jogo, do Globo Esporte.com traz uma matéria interessante com o presidente do Ceará, Robinson de Castro (na foto é o primeiro da direita para a esquerda). Durante 70 minutos, o dirigente descreve em detalhes o processo de profissionalização da equipe e ainda revela a relação amistosa com o presidente do rival Fortaleza, Marcelo Paz (primeiro da esquerda para direita).

A parceria já rendeu frutos como a administração conjunta da Arena Castelão. Nos dias de jogos, o mandante fica responsável pela administração. Com isso, os fornecedores responsáveis pela praça de alimentação e de outros setores da arena fazem uma negociação conjunta dos dois clubes. Castro não tem pudor em afirmar que estuda o projeto do Fortaleza de fabricar o seu próprio material esportivo.

Ao terminar a audição, é impossível deixar de lembrar dos dirigentes campineiros. Focados muito mais em propagar o ódio e perder tempo com fatos pueris do que tratar o futebol como negócio, os dirigentes de Ponte Preta e Guarani são incapazes de sentar e conversar sobre objetivos comuns.

Não conseguem separar o campo esportivo do administrativo. Província perde.

Pior: as duas torcidas colaboram. Acham que seus times podem andar com suas próprias pernas. Sem depender de nada.

Não conseguem compreender o alcance econômico de um jogo como o dérbi campineiro.

Somos a vanguarda do atraso.

(Elias Aredes Junior)

3 Comentários

  1. Infelizmente o comportamento de nossos dirigentes e a maior fonte dessa rivalidade sempre fui a Derbis nos anos 80 e 90 com os meus amigos torcedores do time adversários, quando o jogo era no Majestoso, ou quando no Brinco findo a peleja nos encontrávamos la no PioXII, íamos embora para assarmos uma carne e tomarmos cerveja, quem perdeu, quem ganhou, não importava e a amizade continuava, Hoje os alguns torcedores fomentados pela irracionalidade imbecil de alguns pseudos dirigentes parecem animais, não podem ver uma camisa do time adversário que viram bicho, quanta imbecilidade possivelmente se ele tiver um filho ele não torcera para o time do pai por não concordar com essa guerra besta i irá torcer para equipes da capital ou do exterior que mostram mais civilidade.

  2. Sou um grande crítico das suas colunas, mas dessa vez vc tem absoluta razão. Guarani e Ponte Preta vão morrer abraçados em divisões inferiores do futebol sem saber explorar o potencial da cidade onde tem suas sedes e quase que a totalidade de seus torcedores. Essa é a dura realidade em nome de uma rivalidade que deveria ser somente dentro das 4 linhas e na arquibancada em dia de dérbi.

  3. A rivalidade, necessária e saudável, foi sendo substituída ao longo das três ultimas décadas por condutas incivilizadas, tipica de bárbaros ou por outros interesses.
    Seria muito bom que o debate com vistas à criação de uma política comum para o futebol de Campinas envolvesse todos os atores, de todos os times, profissionais e amadores, educadores, empresários, cientistas sociais, jornalistas, torcedores, etc. Temos que compreender a beleza e complexidade do incomparável “jogo de cavalheiros”, mas isso só ocorrerá com muito diálogo.
    Penso que um bom “1º passo” seria a realização de um Seminário sobre o “Futebol e sua importância educacional, social e econômica” envolvendo todos.
    Nós na mesa do conselho da PONTE estamos debatendo a realização desse seminário no 1º semestre de 2020.

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