A Ponte Preta é um filme reprisado na Sessão da Tarde: roteiro conhecido, sem emoção e final insatisfatório. Até quando?

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Não há uma única pessoa que não tenha assistido a famosa “Sessão da Tarde” na Rede Globo. Aquele horário antes da novela e após o telejornal vespertino. Geralmente são exibidos filmes já consagrados. Campeões de bilheteria.

São repetidos por cinco, 10, 20 vezes no ano. Mesmo assim, crianças e adolescentes assistiam. Era confortável saber que não existiriam surpresas. Que você sabia décor e salteado as cenas e o final era conhecido. Não existiam surpresas. E a vida seguia.

A Ponte Preta protagoniza na Série B do Campeonato Brasileiro uma “Sessão da Tarde” às avessas.

A cada jogo em casa ou fora todo mundo sabe o roteiro. Se for contra um adversário melhor classificado ou a retranca é abraçada ou por vezes o goleiro de plantão aparece para evitar o final trágico. Em outras vezes, nem há como segurar. Derrota na certa e sempre com os vilões conhecido. E quem é contratado como mocinho (como Renato Cajá) arrebenta nas cenas iniciais  depois parece conformado com o papel de coadjuvante.

No Estádio Moisés Lucarelli, o roteiro é idêntico. Diante de oponentes frágeis, as vitórias são insossas, sem emoção. Os tropeços geram revolta das arquibancadas e nada muda.

O que é pior. Apesar de todas as tentativas efetuadas, o fato é que nada muda. Não há surpresas. Por uma questão de fidelidade, o espectador (leia-se torcedor) toda rodada comparece para ver o filme que de vez em quando tem final infeliz. Quando os atores (jogadores) e o diretor  (Gilson Kleina) vão mudar o roteiro? Aguardemos.

(Elias Aredes Junior)

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