Análise Guarani: a paralisação estragou um processo que tinha tudo para ser exitoso

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Estamos há quase quatro meses sem futebol. A pandemia do Coronavirus afetou pessoas, dilacerou famílias e o futebol não ficou atrás. O Guarani, por exemplo, poderá reclamar com razão caso não tenha um final feliz nas rodadas restantes do Campeonato Paulista.

Quando bola rolava de maneira normal, a equipe fazia uma boa campanha no Paulistão. Tropeçou apenas nos confrontos diante de Santos e Palmeiras, o que era absolutamente previsível e fez uma etapa final notável diante da rival Ponte Preta.

O trabalho de Thiago Carpini, iniciado no ano passado, já tinha gerado aspectos positivos, especialmente no setor ofensivo, com a presença de Junior Todinho e o espaço para as boas apresentações de Bidu.

Em mais de 100 dias, queiramos ou não, o treinador perdeu jogadores vitais para o seu esquema de trabalho. Ganhou gente nova? Verdade. Só que é inevitável pensar que deveria iniciar o trabalho de um inferior ao que tinha alcançado.

Não é questão de alarmismo ou lamento. Mas é fato que o Guarani, caso a temporada tivesse continuidade, certamente entraria mais amadurecido e solidificado na Série B. Existe uma base que não pode ser desprezada. Mas a incógnita acompanha agora de maneira insistente e sorrateira. Que seja derrotada e o bom caminho continue.

(Elias Aredes Junior)