Análise: o que falta para o Guarani sonhar em definitivo com o acesso?

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A exibição diante do Brusque provocou sensações positivas na torcida do Guarani. O orgulho explodiu como há muito tempo não se presenciava. Se a formula da Série B fosse de uma fase eliminatória em turno único e com quadrangular decisivo, não teria receio em afirmar o Alviverde com potencial de acesso. Mas são 38 rodadas. O que falta para Série A entrar em definitivo na pauta?

O Guarani tem bom time base. Para saber: Gabriel Mesquita; Diogo Matheus, Thales, Carlão e Bidu; Bruno Silva, Rodrigo Andrade e Régis; Bruno Sávio, Davó e Julio César. Equipe com variações ofensivas, rápida na transição, capaz de proporcionar volume de jogo e dotada de boa disciplina tática.

Foi esta qualidade que deixou o time seguro para acumular os empates com CSA e Remo. Perder para Coritiba e Náutico é consequência de adversários com maior tempo de trabalho e entendimento da metodologia de jogo. Se tudo é tão positivo, o que falta?

Não custa repetir: qualidade na reposição. Ludke está atrás de Diogo Matheus; Eliel está distante da qualidade ofensiva de Bidu; Thales e Carlão demonstram mais qualidade na zaga que os demais companheiros de posição; Indio é incapaz de exibir o poder de marcação de Bruno Silva.

Atletas como Renanzinho, Matheus Souza e Lucão do Break são sinônimos de decepção quando entram em campo. Allan Victor, por sua vez, apesar da ansiedade, é o único que demonstrou potencial para ser um coadjuvante de luxo.

Dia após dia, o Guarani não encontrou um substituto para Rodrigo Andrade. Sua velocidade, acerto no passe e boa colocação no gramado provoca uma sensação de orfandade quando não está no gramado.

Resumo da opera: o Guarani tem 11 titulares com um alto grau de competitividade. Precisa encontrar mais cinco jogadores para contar com um banco de maior qualidade e sonhar com o pelotão de elite.

(Elias Aredes Junior-Foto de Thomaz Marostegan-Guaranifc-Divulgação)