quinta-feira , 13 dezembro 2018
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Análise: os sinais contraditórios emitidos por Giovanni Di Marzio dentro da política da Ponte Preta

Giovanni Di Marzio é figura destacada dentro da política da Ponte Preta. Queira ou não.  Oriundo da arquibancada e participante da gestão passada, nunca escondeu seu sonho de presidir o clube do coração. Interessante é perceber como ultimamente tem emitido sinais contraditórios em relação ao seu futuro político.

Após a reunião do dia 24 de setembro, entrei em contato com Giovanni. Como sempre solicito, me esclareceu sobre sua participação no Conselho Deliberativo e o que lhe levou a assinar o requerimento em que pede informações ao atual presidente José Armando Abdalla Junior.

Assegurou que não tem qualquer pretensão presidencial caso a crise política desemboque em um pedido de afastamento de Abdalla.

Registre-se: a declaração foi reforçada em mensagens por Whatsapp.

A política não é feita de palavras, mas também de gestos.

Este jornalista apurou que no encontro dos conselheiros do dia 24, Di Marzio nunca esteve afastado de Sérgio Carnielli. Posteriormente, no dia do seu aniversário, uma foto que correu as redes sociais mostrava o presidente de honra na cerimônia, com sorrisos ao lado de Giovanni.

Aqui não vai qualquer dúvida sobre a palavra de Giovanni. Se ele falou, está falado.

Mas qualquer pessoa minimamente informada sobre os bastidores da Ponte Preta sabe que em caso de saída de Abdalla, o atual vice-presidente Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, teria chances mínimas de assumir o cargo em virtude de seus afazeres profissionais. Hélio Kazuo, Giuliano Guerreiro e outros integrantes da diretoria executiva  não demonstram qualquer vontade de assumir a missão.

Giovanni di Marzio foi o coordenador da chapa situacionista das últimas eleições. Foi atrás de cada uma das assinaturas para viabilizá-la legalmente. Não há qualquer sinal seu de deslealdade ou conflito com Carnielli, que é o patrono do grupo político. Impossivel ignorar que tem o perfil para ser ungido pelo patrono.

Giovanni pode até falar que não tem pretensões. É direito dele. Mas os cenários conduzem ao diagnóstico que ele é sim, mais presidenciável do que nunca. Em curto, médio ou longo prazo.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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1 Comentário

  1. José Rodrigues de Almeida

    Já disse em comentário num comentário anterior do Só Derby que a chuva de vaidades nas entranhas do grupo Carnielli é o grande problema da Ponte Preta. E que o atual estágio político na alvi-negra tem nada a ver com a oposição. É briga interna no grupo Carnielli. O modus operandi de Carnielli é esse, gerencia por conflitos. E quando um seu indicado dá sinais de querer voar com as próprias asas, Carnielli detona uma crise e lhes tira as penas. Armando Abdalla emitiu sinais de afastamento e Carnielli não perdoa. Giovanni Dimarzio não escondia que o seu objetivo era a presidência, não escondia de ninguém. Se frustrou com a indicação do Abdalla e ensaiou uma oposição, tanto que na reunião do CONSELHO para aprovação das contas da gestão passada apareceu na reunião com 40 conselheiros da situação e se juntou à oposição naquele momento. Durante os 5 dias seguintes, deve ter conversado com o Chefe e mudou de opinião na continuação daquela assembléia. E porque mudou? O chefe deve ter-lhe prometido alguma coisa. E agora parece claro o que foi. Desestabilizado Abdalla, Giovanni se coloca como a solução e volta tudo à normalidade. Perguntarão, e a Ponte Preta? Direi, parodiando um velho humorista: ” ora, a Ponte, é um simples detalhe”.

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