Análise: Roger, a personalidade que mobiliza o futebol campineiro

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Convenhamos que nos últimos anos o futebol campineiro viveu uma autêntica gangorra. Rebaixamentos, disputas de títulos, revelação de jogadores e ausência de melhoria da infra-estrutura foi o cardápio oferecido para bugrinos e pontepretanos.

Invariavelmente, um personagem era o centro das atenções: Roger. Há pelo menos 15 anos, o seu nome é falado ou comentado. Mesmo quando atua por outra camisa.

Considero inadmissível que aos 35 anos ele ainda necessite de correções na questão do impedimento. Só não posso ignorar a sua coragem em dar uma entrevista e provocar o rival Guarani, mesmo após uma derrota no clássico do dia 16 de março. “Ah, eu nunca gostei e nunca vou achar fácil perder para o Guarani porque é o nosso rival. Eles ficaram dez anos sem ganhar nada e agora fizeram feriado na cidade. Eles comemoraram, mas acabou. Agora tem dois jogos na Série B e nós vamos ganhar os dois. Eu estou assumindo isso”, afirmou.

Quebrou a cara quem imaginou que este colunista iria criticá-lo pela declaração. Como não teve nenhuma conotação de violência, sua postura fez algo que há muito tempo não se via nos dirigentes: poder de mobilização.

Pelo lado da Macaca, tenho certeza que ele cobrará no vestiário uma nova vida para buscar uma reação no Paulistão e uma Série B redentora que tenha os seis pontos contra o Guarani como “cereja no bolo”.

Tenho convicção, por sua vez, que o Guarani não ficará atrás. Em silêncio e sem alarde, Thiago Carpini e seus jogadores vão se desdobrar para na hora “h” vencer o clássico e deixar Roger em saia justa.

Bem ou mal, isso pode ajudar a deixar o futebol campineiro em estado de alerta. E Roger terá participação. Não é pouco.

(Elias Aredes Junior)

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