segunda-feira , 16 julho 2018
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Análise tática: ausência do trio BBB estraga planos da comissão técnica bugrina na Arena Castelão

A derrota por 2 a 1 para o Fortaleza na estreia da Série B do Campeonato Brasileiro não é motivo para produzir terra arrasada no Guarani. O campeonato tem mais 37 rodadas, o Alviverde é o atual campeão da Série A-2 e o treinador dá continuidade ao seu trabalho.

São predicados mais do que suficientes para construir um alicerce seguro na campanha. Isso não quer dizer negligência em relação a alguns tópicos. O Bugre deu subsídios mais do que suficientes para a diretoria trazer mais jogadores além daqueles que já desembarcaram.

O zagueiro Edson Silva produzirá liderança e Anselmo Ramon poderá abrir caminhos ofensivos interessantes. Fato. Só não dá para descartar a falta do trio BBB. Quem diria, mas o volante Baraka entra na conta de desfalques sentidos, especialmente depois que começou a exercer um poderio de marcação forte à frente dos zagueiros. Denner não comprometeu. Longe disso. Mas sua força e vitalidade é inferior ao titular da camisa 5 bugrina.

É preciso reconhecer que Umberto Louzer compensou o desfalque com uma defesa compactada, bem posicionada e que permitiu pouco ao oponente. Então, por que perdeu? O que fez o Guarani deixar escapar o ponto precioso por entre os dedos? Respondo com uma expressão: falta de variedade ofensiva.

Quando estava em campo, Bruno Nazário tinha o poder de arrancar pela meia direita, fazer a dobra ofensiva com Lennon e ser um autêntico ponta de lança para auxiliar Bruno Mendes. Com isso, deixava Rondinelly livre para coordenar, girar a bola e acionar o próprio jogador revelado pelo Figueirense.

Na estreia Rondinelly rodou como de costume, mas a luta de Caíque e Kevin esteve muito aquém no papel de coadjuvantes do novo camisa 10 bugrino. Resultado: em boa parte do tempo verificou-se um Guarani bem postado, que obrigava o Fortaleza a testar chutes de média e longa distância, mas sem velocidade necessária para incomodar e trabalhar a bola com Pedro Bortuzzo.

O atacante, aliás, merece um capítulo à parte. Fez o gol em clara jogada ensaiada por Louzer e com desvio de Caíque. Duro é constatar é que, com a bola em jogo, Bortoluzzo não demonstrava a eficiência de Bruno Mendes.

Qual a lição? Que não adianta contar com um treinador com sistema de jogo claro na cabeça se as peças não estão adequadas. Entendam: longe de dizer que são atletas limitados para a segundona, e sim que não possuem capacidade de cumprirem as funções defensivas e ofensivas do modelo de jogo da comissão técnica.

Não há saída. A diretoria terá que ir no mercado e encontrar jogadores com características semelhantes aos desfalques desta sexta-feira.

E uma missão para Louzer: buscar uma marcação eficaz que não deixe exposto o lateral-esquerdo Marcílio facilmente batido pelos avanços do Fortaleza. Melhor corrigir agora para não chorar depois.

(artigo escrito por Elias Aredes Junior)

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