De olho no Brasileirão, Gallo implanta laboratório na Macaca

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Contratado durante o Campeonato Paulista, o técnico da Ponte Preta, Alexandre Gallo não teve tempo de conhecer de modo profundo os jogadores e as características de cada um. Resultado: os jogos oficiais se transformaram em autênticos laboratórios de testes e experimentos.

No meio-campo, a predileção sempre foi de escalar um volante de contenção (Jonas ou Renato Augusto) ao lado de um volante mais técnico e com saída de jogo. Pois na goleada imposta ao Água Santa, o comandante testou uma formação com Elton e João Vitor, dois atletas com bom aproveitamento de passe.

Gallo não teve ansiedade ou afobação em explicar sua decisão. “Escolhi o Elton porque logo após o jogo contra o Corinthians já estava definido na minha cabeça jogar com ele e o João Vítor, porque precisaríamos construir o jogo. Acompanhamos o Água Santa e sabíamos que eles jogavam no 4-1-4-1, atrás da linha do meio-de-campo. Jogaram contra o Palmeiras fora de casa assim e iriam nos enfrentar dessa forma”, explicou o treinador.

Os testes não pararam. No segundo tempo, Reinaldo ganhou a companhia de Gilson, também lateral esquerdo de origem. “A entrada do Gilson por dentro para fazer a troca com o Reinaldo era uma opção que eu queria testar. Inclusive um dia eu fui assistir a um jogo para avaliar o Gilson, quando ele atuava pelo América Mineiro, e sabia que fazia esse corredor. “, explicou o treinador.

Para completar, a goleada serviu para intensificar o ritmo de jogo de Felipe Menezes, que agora vai lutará pela posição com o armador Ravanellli.

(texto e reportagem: Elias Aredes Junior- Foto de Fábio Leoni- Pontepress)

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