Dérbi não pode ser sinônimo de abraço dos medíocres. É preciso sonhar com dias melhores. Sempre!

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Torcedores do Guarani e da Ponte Preta estão elétricos. O dérbi mobiliza ruas e vielas de Campinas. Uma rivalidade de 106 anos terá um novo capítulo no domingo. O que estranho com sinceridade é o fato de que ambos os torcedores parecerem conformados em desfrutarem apenas destes instantes na temporada.

Vencer o clássico basta. Subir é essencial. Ficar na primeira divisão também. Mas somar três pontos diante do rival histórico tem uma sensação única. Parece ser a única meta. Já ouvi jornalistas e frequentadores de arquibancadas dizerem o seguinte: “É o que nos resta”.

Não, não concordo. Se Campinas viveu uma época de ouro de 1976 a 1988 não foi apenas pelos clássicos e sim porque ambos disputavam fases decisivas de Campeonatos nacionais, desafiavam os gigantes e revelavam jogadores ao exterior.

O conformismo abraçar uma cidade de 1,2 milhão de habitantes é atestado de mediocridade. Provas? Ora, os fatos estão à vista. Nossos estádios são modernos? Os Centros de Treinamentos atendem as necessidades? E o trabalho das categorias de base? É satisfatório?

Se para todas essas perguntas a resposta fosse positiva eu entraria no coro dos conformados. Entenderia que não há mais margem de melhoria. Não é isso. Pelo contrário.

O dérbi tem que ser ponto de partida para as duas equipes almejarem o mínimo para uma cidade do porte de Campinas: a presença da dupla na primeira divisão do Paulistão e do Brasileirão e de preferência com presença rotineira em competições sul-americanas.

Contentar-se apenas com o dérbi é desistir de sonhar. Bugrinos e pontepretanos não têm esse direito.

(Elias Aredes Junior)

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