domingo , 17 dezembro 2017
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É justo eleger Emerson Sheik como o principal vilão da Ponte Preta?

Emerson Sheik é o vilão da vez na Ponte Preta. Recebe indiretas de Eduardo Baptista, da diretoria e torcedores já lhe arrebentam nas redes sociais. Está condenado. Oportunidade única para analisarmos com calma um dos fenômenos responsáveis por destruir qualquer aspecto positivo dentro do estádio Moisés Lucarelli: a falta de análise profunda e ampla de personagens e cenários.

Sheik não virou bom vivant porque resolveu jogar em Campinas. Sempre foi assim. No Flamengo, Fluminense, Corinthians e Botafogo. Jamais negou os prazeres da vida. Gosta de ostentar propriedades, belas mulheres e disparar frases de efeito. Não seria diferente no Majestoso.

O pacote foi aceito quando foi contratado. O vídeo do atleta colocado na página oficial da Macaca recebeu elogios, celebrações e festa sem hora para terminar. Quando entrou em campo, por diversas vezes foi ovacionado por esta mesma arquibancada que hoje lhe executa sem dó nem piedade.

Uma justiça precisa ser feita: apesar de contar com conceitos equivocados de futebol, Gilson Kleina tem na gestão de grupo uma de suas qualidades. E por diversas vezes Sheik defendeu o comandante. Kleina entendia o seu jeito de ser e de viver. Neste Só Dérbi, Emerson Sheik foi o personagem central de quatro matérias analíticas. Todas com viés positivo. Após a goleada sobre o Coritiba por 4 a 0, o titulo da matéria que trazia as atuações da partida não poderia ser mais clara: A Ponte Preta é Emerson Sheik e mais dez. Alguma dúvida?

Chega a reta final do Campeonato Brasileiro e Emerson Sheik tem colocada sob dúvida a sua lesão muscular. Em resumo: faz “migué”, como estabeleceu o dicionário da bola.

O que seria ideal? Estabelecer uma conversa, convencer Sheik da necessidade de contar com ele na reta final da competição.

O que faz Eduardo Baptista? Toma o caminho inverso e atira o atleta aos leões. Pergunto: onde estão os torcedores que defendiam o jogador quando publicamos matérias críticas sobre o seu desempenho? Em que sala está os dirigentes que defenderam com unhas e dentes a sua contratação? Vou além: e os jogadores? Então era tudo mentira o carrossel de elogios dirigidos ao veterano jogador a cada entrevista? Ou o isolamento imposto ao jogador nada mais é do que uma forma de encontrar um vilão em caso de fracasso e apagar sua importância caso a permanência vire realidade?

Condenar Emerson Sheik pode ser cômodo para quem deseja comandar uma horda de linchadores virtuais ou para dirigentes, jogadores e treinadores sequiosos em encontrar um vilão para fugir de responsabilidades futuras. Mas é uma distorção sem limites. Afinal de contas, Emerson Sheik pode não ter sido Pelé mas não foi cabeça de bagre na atual campanha. Teve sua importância. Apagar tudo isso é pecado imperdoável.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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