terça-feira , 17 julho 2018
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Em Campinas, principal desafio é manter salários em dia nos clubes em 2018

O grande reforço do futebol campineiro para 2018 não estará dentro de campo: o principal objetivo das diretorias de Guarani e Ponte Preta é o de reorganizar as finanças. Após sofrer com salários atrasados no decorrer da temporada passada, a dupla aposta em um ambiente mais “leve”, com os pagamentos em dia e a contenção de gastos. A medida é intitulada como grande desafio tanto no Moisés Lucarelli como no Brinco de Ouro.

As situações são distintas. Rebaixada na Série A do Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta – que já vinha sofrendo com problemas financeiros nos últimos meses de 2017 -, teve um corte brutal nas cotas recebidas pela televisão e precisará se readaptar a uma nova realidade para não ultrapassar o teto salarial. A redução chega a R$ 21 milhões em relação ao que era recebido pelo time pontepretano.

Na transição dos presidentes, com a saída de Vanderlei Pereira e entrada de José Armando Abdalla Júnior, a primeira tarefa já era financeira: quitar as pendências com jogadores do elenco da última Série A. A Macaca virou o ano devendo o valor da rescisão contratual de alguns atletas, além dos benefícios do 13º e férias. De acordo com dirigentes, o pagamento dos atrasados está agendado. A direção também espera receber R$ 1 milhão pela venda de Bruno Silva ao Cruzeiro no próximo dia 25.

Já o Guarani conviveu com alguns atrasos na reta final da Série B nos vencimentos mensais e no pagamento da premiação pela permanência na Segunda Divisão. O presidente Palmeron Mendes Filho esclareceu, em dezembro, que o problema foi no repasse do dinheiro da Magnum. A Justiça segurou a quantia para designar às pendências trabalhistas e atrasou o repasse aos atletas.

No início deste ano, o Guarani não tem conseguido pagar em dia. A diretoria promete alinhar esse problema nos próximos meses para que o rendimento na Série A2 não seja comprometido. Jogadores e funcionários ouvidos pela reportagem do Só Dérbi esclareceram que os pagamentos foram feitos com atrasos.

A solução de Guarani e Ponte Preta tem sido apostar em parcerias com grandes clubes com contratos de empréstimos. A medida visa, principalmente, evitar novos atrasos salariais com jogadores que seguirão no clube e com os que foram contratados. Arrumar a casa virou palavra de lei para 2018 no futebol campineiro. Sempre com pés no chão para não comprometer as finanças dos clubes.

(texto e reportagem: Júlio Nascimento)

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