Fair Play Financeiro e Licenciamento de clubes: os cuidados para serem tomados por Guarani e Ponte Preta

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O inicio de março dá a largada para publicação e análise dos balanços financeiros por parte dos clubes, exigência estabelecida pela Lei Pelé e o Estatuto do Torcedor. Na Ponte Preta, o documento já está em elaboração pela diretoria executiva e deve ser apresentado nos próximos dias enquanto que o Guarani precisou cancelar nesta semana a reunião do Conselho Deliberativo porque os papéis não chegaram em tempo hábil às mãos dos conselheiros para análise.

Quais as consequências de quem tem suas contas reprovadas? Quem pune?. Existem dois caminhos. A primeira é a instituição da Licença de Clubes que estabeleceu que partir de 2018 os clubes regularizados poderiam participar da Série A e das competições da Conmebol. Neste ano, os clubes participantes da Série B precisam do documento. Em 2020 a licença atingirá os clubes da Série C e em 2021 os clubes da Série D.

A priori, a letra fria da lei estabelece tal obrigatoriedade. Os especialistas em gestão esportiva afirmam que é preciso cuidado para analisar o caso. “Em relação aos clubes que disputam a Série B não há uma punição prevista como rebaixamento para esse ano. Este é um processo. Na Europa, isto já acontece há 20 anos e alguns clubes são punidos, como Rubi Kazan, proibido de disputar competições da UEFA por dois anos. Aqui é um processo novo e que começou agora, em 2016. Vai levar um tempo. Estamos na fase de adaptação para os clubes entenderem os pontos que precisam compreender”, afirmou Fernando Ferreira, proprietário da Pluri Consultoria, especializada na pesquisa de gestão de futebol.

Ferreira chama atenção para que não se esqueça a questão do Fair Play financeiro, implantado e monitorado pela Agência Reguladora do Futebol (Apfut). “Ele segue as regras estabelecidas no Profut de pagamento e cumprimento de condições financeiras de balanço. Isto vale para quem aderiu ao Profut. Neste caso, existem sanções para quem não cumpre as limitações impostas”, esclareceu Ferreira.

Por enquanto, o Fair Play financeiro não registrou casos de rebaixamento por descumprimento de suas regras e Fernando Ferreira acha que dificilmente irá se registrar.”As competições são de responsabilidade privada. O governo não tem condição de impor rebaixamento porque este é um programa financeiro para quitar dividas do clube com o governo. Agora, sanções vão existir”, arrematou. A Macaca faz parte do Profut enquanto que o Guarani não aderiu.

(texto e reportagem: Elias Aredes Junior)

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