Futebol Feminino na Ponte Preta: a urgência de uma reformulação profunda e a valorização para valer da mulher dentro do clube

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Acompanhei no último sábado o retorno do futebol feminino da Ponte Preta diante do Palmeiras. Derrota por 4 a 1. Pior: vi foi um time frágil, fraco tecnicamente e que perdia até no embate físico para as adversária. Detalhe: não faltou luta. Honraram a camisa. A questão é de qualidade técnica. Ou para ser mais exato: ausência de um trabalho estruturado que pudesse proporcionar o desenvolvimento destas meninas desde a mais tenra idade.

Em uma mistura de curiosidade e perplexidade, procurei a assessoria de comunicação da Ponte Preta. Fui informado que o futebol feminino está sob a responsabilidade de Flávio Marchi como supervisor do departamento e que responde aos responsáveis pelas categorias de base. Também é bom que se diga que Cláudio Lopes foi nomeado como novo treinador. Ele entrou em lugar de Fábio Akio, que encarou condições de trabalho que não eram adequadas, segundo apurou este colunista.

Podemos até elogiar a tentativa de construir um final de competição digno. Mas isso é insuficiente. Futebol feminino tem que ser política de estado. Para começar, a nomeação de uma mulher para comandar um departamento e que possa estrutura-lo.

Do outro lado, a diretoria executiva deveria procurar formas de financiamento para o time adulto e as categorias de base. E o estabelecimento de metas em curto, médio e longo prazo. O que não dá é participar de uma competição com a pecha de estar fadada a lanterna. A Ponte Preta não merece isso.

(Elias Aredes Junior)