segunda-feira , 21 Maio 2018
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Guarani vence e joga mal. A hora é de ponderação!

Vencer o Sampaio Corrêa e obter a reabilitação na Série B do Campeonato Brasileiro não foi algo que trouxe satisfação imediata ao torcedor do Guarani. Muitos reclamaram da atuação morosa, sem inspiração e o sufoco sofrido na etapa inicial.

O desempenho ficou aquém do esperado. Não há motivo para desespero. Basta checar a conjuntura em que ocorreu esta partida decepcionante e a compreensão aparecerá.

A temporada brasileira é cruel. Você sai de uma competição, entra em outra e não há tempo. Pense que o Alviverde escalou 18 degraus até chegar ao pico da Série A-2. Foi campeão. Tal exigência gerou um desgaste emocional tremendo. O relaxamento é natural. Por mais que o treinador faça preleções mil ou os jogadores experientes façam o alerta nas rodinhas de reza.

Sem contar algo inequívoco. O Guarani obteve o acesso com 12 jogadores dotados de bom desempenho: os titulares mais o volante. O restante foram esforçados coadjuvantes. Na vitória por 1 a 0 sobre o XV de Piracicaba, no dia 04 de abril, os armadores escalados por Umberto Louzer foram Erik no lado esquerdo, Bruno Nazário pela meia direita e Rondinelly flutuando por todo o campo e com Bruno Mendes na frente. Um sistema ofensivo testado e aprovado.

Eis que diante do Sampaio Côrrea, Denner ocupou uma das vagas do meio-campo ao lado de Rondinelly e de Bruno Nazário, enquanto Caíque foi o atacante titular no lugar de Bruno Mendes. De cinco posições, o treinador trocou duas e, de certa forma, operou uma improvisação. Sem contar o sistema defensivo, que não terá mais Fernando Lombardi e Edson Silva ainda de stand by.

Como poderíamos exigir uma atuação de gala com tantas alterações em um time titular que já tinha desde janeiro opções polpudas no banco? Como escrevi no sábado, a aparição e gol de Guilherme demonstram que o banco de reservas germina uma forma positiva. É um começo…

O torcedor é passional e seu grau de exigência é total. Nossa função é expor com clareza e consciência dos problemas enfrentados por uma equipe cujo cobertor já era curto para suportar 18 jogos. Imagine com 38 rodadas. Em resumo: sem uma movimentação efetiva da diretoria para contratar reforços, o desempenho diante do Sampaio Corrêa poderá repetir-se com irritante constância.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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