Hugo Cabral sai, Julio César entra e desequilibra para a Ponte Preta. A comprovação de má formação do elenco. Ou não?

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Quando foi acionado pelo técnico Jorginho aos 10 minutos do segundo tempo, o atacante Julio César sabia de sua tarefa. Atuar com velocidade pelos lados, buscar profundidade (leia-se linha de fundo) e cortar em diagonal para lançar um companheiro e proporcionar uma jogada de perigo. Bastaram dois minutos para ele aparecer e ser peça vital para o segundo gol pontepretano anotado por Matheus Vargas.

Veja, o protagonismo ficou com um jogador contratado há menos de uma semana e cuja capacidade técnica é, no máximo, mediana. Que não deveria arrancar suspiros do torcedor pontepretano. Como bem atestou o jornalista Lucas Rossafa, em sua conta pessoal no Twitter, o atleta neste ano atuou por apenas quatro vezes na Chapecoense. Concordamos que o desempenho dele no ano passado dá algum motivo para otimismo pois jogou 45 vezes e teve oito gols anotados pelo Atlético-GO. Mas é um típico operário ofensivo, nada que faça tirar o carro do Corpo de Bombeiros da garagem para que ele desfile pela Avenida Francisco Glicério.

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Então, porque ele fez tamanha diferença? Resposta curta e grossa: porque ao contrário que pensávamos, o elenco montado por Marcelo Barbarotti não deu liga. Melhor do que aquele apresentado no Paulistão de 2018, mas sem características diversas.

Não dá para pensar que Hugo Cabral e Thalles possam executar as jogadas requisitadas por atletas com velocidade ou tenham capacidade de abrir retrancas. O ex-centroavante do Vasco pode até quebrar um galho, mas é um rompedor. Em forma é o típico trombador enquanto que Cabral pode atuar em um espaço curto de campo, mas sem pedir para que execute cruzamentos.

Quando a Alvinegra é marcada pelos lados, fica sem opções diante do comportamento mais cadenciado de Luis Ricardo e Diego Renan. A diretoria não monitorou André Luís á toa. Sabe que ele supriria uma falha gritante de característica no elenco.

Resumo da ópera: mesmo não sendo genial, por ausência de opções, até com resfriado Julio César irá virar titular. O tempo dirá.

(Análise feita por Elias Aredes Junior)

2 Comentários

  1. Concordo , o elenco é tão fraco que o Júlio Cesar que não é nenhuma Brastemp, será titular.
    Pelo menos ele sabe tocar a bola no momento certo, sem querer dar chutes bisonhos.

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