Marco Eberlin e a associação inevitável: um “Dr House da bola” é a solução para a Macaca?

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Transmitido por oito temporadas na rede de televisão CBS, nos Estados Unidos, “House” foi um sucesso avassalador. A história era simples. House era médico residente em Nova Jersey. Profissional conceituado. 

House tinha  personalidade impar. Não sorria. Tinha péssimo humor. Por vezes entrava em atrito com seus colegas de profissão. Geralmente tinha razão. Mas errava. Muito. Não era muito afeito a relacionamentos próximos com pacientes. Tinha sinceridade cortante. Era um clássico anti-social. Mas o saldo ficava bem acima do positivo.

Pois é. Confesso que gostava de assistir ao seriado. Mas inevitável levar para a vida pessoal o que via na tela. E para fazer associação com o futebol é um pulo.

Admito que é difícil dissociar House da figura do atual presidente da Ponte Preta, Marco Antonio Eberlin.

Assim como o médico ficcional, Eberlin nunca jamais deixou de ser reconhecido pela sua eficiência e conhecimento de futebol. Nem os seus mais argutos inimigos deixam de reconhecer o tino para contratações e a capacidade de lidar com jogadores e a montagem de times de excelência. Mais: papo reto é sua marca. Não tem papas na língua. Assim como o médico que entrou para a história da televisão. 

Do mesmo jeito que é reconhecido pela competência também é verdade que Eberlin é uma personalidade diferente e exótica e interessante do futebol. Não sorri. Não distribui afagos. É incapaz de mostrar os dentes até nos instantes mais felizes. Vencer hoje para ele não satisfaz. É preciso construir o amanhã. Sempre.

Será que é isso que a Ponte Preta precisa? De um Dr House da bola? O tempo dirá.

(Elias Aredes Junior-foto divulgação)