O clima harmonioso prevalece no elenco da Ponte Preta. Mas os jogadores ficam à vontade com os dirigentes estatutários? Uma pergunta que precisa ser respondida

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Primeiro foi o atacante que se transferiu para o Atlético-Go. João Paulo recebeu uma proposta do Goiás, recusou e posteriormente não teve dúvidas em vestir a camisa do Fortaleza.

Vinicius Zanocello convive com especulações de que poderá sair. Nenhum torcedor não consegue disfarçar. A ameaça de desmanche paira sempre no elenco pontepretano. Até nos dias de vitória.

O questionamento: é agradável jogar e atuar na Ponte Preta? O jogador se sente confortável? Nutre vontade de estreitar os laços com a instituição? Confia nos dirigentes estatutários?

Ao fazer essa pergunta já dá para dimensionar o feito positivo dos jogadores. Com corriqueira troca de técnicos e brigas políticas, os atletas conseguem deixar o time próximo da zona de classificação. Também graças ao clima harmonioso entre eles. Apesar do rendimento ruim no gramado. Convenhamos: não é pouco.

Tire a torcida dos possíveis antagonistas. Qualquer clube tem pressão e a paixão prevalece. Minha reflexão vai além.

Quando o atleta passa pela catraca e entra no vestiário do Majestoso ou do CT, ele se sente acolhido pela diretoria executiva?

Ele sente que existe organização, foco e busca pela construção de um ambiente harmonioso? Se ele passar por algum sufoco na vida particular, ele terá respaldo amplo e irrestrito?

Os atletas sentem no cotidiano que o Conselho Deliberativo, os dirigentes e os torcedores associados vivem em harmonia ou dialogam?

Não pense que jogadores e seus auxiliares (leia-se empresários) são alienados e topam tudo por dinheiro. Ninguém deseja residir em uma casa sem norte, direção e rumo.

A equipe encontra-se próxima da zona de classificação. Ótimo. E percebe-se a união dos jogadores. Agora, a duvida é saber que as constantes brigas políticas não trazem desconfiança sobre dias melhores e como isso é refletido no gramado.

(Elias Aredes Junior)