O Guarani falha na bola áerea? Sim. Mas falta cultura de discussão consistente de futebol

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O técnico Thiago Carpini admitiu o seu incômodo com a ineficiência nas jogadas áereas. Custou mais uma derrota. Desta vez para o Paraná. Apesar da falha ter sido do goleiro Jefferson Paulino  faltou um certo acompanhamento dos componentes do sistema defensivo.

O abatimento do comandante na entrevista coletiva é, antes de tudo, um sinal de humanidade. Ou de impotência para ser mais exato. E existe um fator que atrapalha: a ausência de uma cultura de debate de futebol no Guarani.

Tenho convicção de que Michel Alves troca ideias. Faz sugestão. Aviso: tal conceito é diferente em relação a imposição. Só que por vezes é sempre bom contar com dirigentes que saibam os meandros do jogo da bola. Que entendam as armadilhas presentes.

Apesar da atitude de muitas vezes querer escalar o time, o ex-presidente Luiz Roberto Zini tinha uma visão de futebol que auxiliava e muito no debate. E foi assim com Juvenal Juvência, Alexandre Kalil, Eurico Miranda, entre outros. Um olhar externo que mostra novas nuances e detalhes.

Os atuais componentes do Conselho de Administração podem ser eficientes na questão da administrativa, mas até hoje não deram mostras de que podem colaborar para este debate. Por que se tivessem tal quilate, os resultados existiriam no gramado. E está longe disso.

Não devemos cobrar que Carpini seja o super homem. É um profissional dedicado, esforçado, estudioso e se não conseguiu resolver alguns problemas é que porque também somos falhas.

E a cobertura dessas falhas só é possível quando você tem um ambiente em que todos estão preparados para colaborar e inserir elementos que construam algo novo. Infelizmente, isso ainda está ausente no Guarani.

(Elias Aredes Junior)