Pergunta que não quer calar na Ponte Preta em 2022: a ligação direta vai acabar com Gilson Kleina? A qualidade vai aparecer a partir da defesa?

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Com a manutenção do técnico Gilson Kleina para a temporada de 2022, criou-se uma expectativa daquilo que poderá acontecer com a Ponte Preta já a partir do Paulistão-2022. Se Gilson Kleina fez cursos na CBF e de quebra receberá de bandeja a parceria com o ex-zagueiro Nenê Santana como auxiliar técnico fixo, o mínimo que se espera é melhoria em alguns aspectos do trabalho de campo.

Quero utilizar este artigo para falar do alicerce do esquema de jogo. Sim, a saída de bola a partir do campo de defesa. Desde a  chegada de Kleina, o torcedor precisou se acostumar a ligação direta a partir do campo de defesa e com a bola sendo esticada ora para os laterais de plantão ou para a corrida desesperada de Moisés.

Concordo que o aval para tal procedimento foi construído na própria Ponte Preta. Afinal, não podemos esquecer que o antecessor Fábio Moreno abusava da valorização da posse de bola. Como a maioria dos atletas não é dotada de boa qualidade técnica, a troca de passes ficava estéril, sem objetivo.

Dessa vez, não há desculpa.

Tanto o coordenador de futebol, Luís Fabiano, como o presidente Marco Antonio Eberlin e o auxiliar técnico fixo Nenê Santana precisam entrar em acordo com o treinador para criar as condições para a Macaca ser um time com uma proposta sólida de jogo a partir da retomada da bola na defesa. Muito debate, discussão, troca de ideias e saídas ensaiadas e treinadas com laterais, com armadores e até com atacantes precisa ser algo ensaiado e arquitetado.

Não dá para sonhar e reivindicar atacantes e armadores de qualidade se a bola não chegar e for costurada com uma metodologia sólida. Com começo, meio e fim. Sem isso e com a manutenção da ligação direta pode acredita: todo e qualquer sonho vai virar pó.

(Elias Aredes Junior- com foto de Diego Almeida-Pontepress)